Fique atento aos sinais de infarto

Saúde e Bem-Estar -

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 17,5 milhões de pessoas do mundo morrem todos os anos por causa de doenças cardíacas. A condição acomete principalmente pessoas com idade mais avançada, diabéticos, hipertensos, obesos e mulheres na menopausa, já que nesta fase diminui a produção de hormônios que ajudam os vasos sanguíneos.

Neste artigo, o Grupo NotreDame Intermédica tira todas as suas dúvidas sobre infarto.

SUMÁRIO

Sintomas

Que a dor no peito é o principal sinal de infarto, todos sabem. Mas, o que pouco se fala é que este não é o único sinal da doença, que, aliás, pode não apresentar dores. O público feminino, por exemplo, tende a ter sintomas atípicos, como náusea, vômito ou falta de ar.

Os principais sinais de infarto são:

- Dor forte no peito que pode irradiar para o braço esquerdo, pescoço, estômago, costas e mandíbula

 - Suor frio

- Desmaio

- Coração muito acelerado ou lento

- Enjoo

- Vômitos

- Falta de ar

- Fadiga

- Desconforto no peito 

A qualquer sintoma que lembre infarto, o paciente deve procurar rapidamente um proto- socorro. Caso o diagnóstico seja confirmado, ele poderá se beneficiar dos trombolíticos que podem até evitar a instalação definitiva de um infarto em andamento.

Causas e tipos

Ao contrário do muitos pensam, o infarto não é o mesmo que uma parada cardíaca. Na verdade, ele é causado por conta de uma placa de gordura que obstrui a artéria.  Essa placa é formada pelo excesso de açúcares ou colesterol que lesionam as paredes da artéria e fazem com que algumas células se instalem ali. Desta forma, a artéria com a paredemais grossa e rígida, dificultando a passagem do sangue.

O infarto acontece quando o caminho do sangue para a área do coração é bloqueado totalmente, porque a placa rompe e preenche o espaço com resíduos. Como o sangue não flui como deveria, o músculo começa a necrosar e pode levar o paciente à morte.

Há dois tipos de infarto: o STEMI, quando a artéria é obstruída totalmente, e o NSTEMI, quando acontece o bloqueio parcial.

Fatores de risco

Há diversos fatores que contribuem com o infarto. São eles:

Idade: pacientes acima de 65 anos têm mais probabilidade de apresentar infarto. Além disso, mulheres com idade avançada precisam tomar cuidado redobrado, pois são mais propícias a morrerem semanas depois do infarto. Aliás, a menopausa também pode ser uma das principais causadoras, já os hormônios femininos diminuem a proteção vascular.

Hereditariedade: doenças do coração podem ser um fator genético. Por isso, filhos de pais cardíacos tem uma possibilidade maior de infartarem.

Doenças autoimunes: algumas doenças, como artrite e lúpus, aumentam o risco de doenças no coração.

Tabagismo e alcoolismo: o tabaco possui substâncias que aumentam as chances de o paciente desenvolver doenças cardíacas. Por isso, eles também têm maior risco de infartar. Isso acontece com fumantes e não fumantes que tem contato direto com pessoas que fumam.

O consumo excessivo e frequente de álcool também é um agravante, pois traz mais riscos de doenças cardíacas por conta do aumento da pressão arterial. Já drogas ilícitas podem provocar espasmos nas artérias.

Colesterol alto: além de aumentar o risco de doenças no coração, o colesterol ainda pode ajudar a criar uma placa de gordura e, consequentemente, causar infarto.

Hipertensão: com a pressão alta, o coração aumenta sua carga de trabalho e, como consequência, fica mais rígido. Desta forma, ele não funciona direito e tem mais riscos de apresentarem doenças, como infarto, AVC ou insuficiência cardíacas e renal.

Diabetes: o elevado nível de açúcar no sangue também propicia diversas doenças cardíacas. Mais da metade da população diabética morre por conta de problemas no coração. Por isso, esse público precisa tomar cuidado redobrado com a quantidade de glicose no organismo e com o peso.

Sedentarismo e obesidade: a prática de exercícios físicos previne doenças cardíacas, além de ajudar a controlar os níveis de açúcar e colesterol. A obesidade, por outro lado, pode promover o excesso de gordura no sangue e a hipertensão.

Primeiros socorros

A primeira coisa a fazer quando suspeita de um infarto é solicitar ajuda de alguém ou ligar para uma ambulância. É importante ficar de repouso enquanto aguarda e, se a dor se agravar, tomar um comprimido de aspirina, a menos que seja alérgico. O ácido acetilsalicílico atua para afinar o sangue. Se o paciente deixar de respirar ou se mexer, o acompanhante precisa iniciar uma reanimação com massagem torácica.

Diagnóstico

O cardiologista poderá solicitar exames para identificar se o quadro pode ser caracterizado como infarto.

Eletrocardiograma (ECG): o exame mede a frequência do coração e identifica onde foi o dano.

Ecocardiografia: mostra se o coração está bombeando o sangue de forma correta e, se não, onde são as irregularidades e se houve sequela.

Exames de sangue: mede o número de enzimas para mostrar a gravidade da doença e quando o infarto começou.

Cateterismo: é usado para visualizar a artéria bloqueada e ajudar na escolha do melhor tratamento para o caso.

Tratamento

Dentre os medicamentos usados contra o infarto, estão:

- Aspirina: aplicada no organismo pelos paramédicos no momento dos primeiros socorros, pois ela deixa o sangue mais fino.

- Analgésicos: para aliviar desconfortos.

- Trombolítico: ajudam a dissolver coágulos que bloqueiam a passagem de sangue nas artérias.

- Antiplaquetários: previne formação de coágulos.

- Nitroglicerina: dilata os vasos sanguíneos e melhora o fluxo para o coração.

- Betabloqueadores: ajuda o músculo cardíaco a relaxar e diminui o ritmo do coração e da pressão arterial.

- Estatinas: diminui o nível de colesterol ruim (LDL) e aumenta o colesterol bom (HDL), e faz com que as chances de ter um infarto diminuam.

Além dos medicamentos, o médico pode sugerir procedimentos em centros cirúrgicos, como angioplastia, cirurgias de substituição da válvula cardíaca, cirurgia de bypass, aterectomia, cardiomioplastia, transplante cardíaco, entre outros.

No entanto, é importante destacar que o médico responsável escolherá o melhor tratamento para cada caso, por isso, o paciente não deve se automedicar.

Prevenção

É importante controlar os fatores de riscos para evitar o infarto, como maus hábitos e cuidados com a saúde. O paciente pode:

- Para de fumar é uma das ações mais importantes para prevenir o infarto;

- Dedicar um tempo a exercícios físicos;

- Adotar uma alimentação saudável;

- Participar de programas de medicina preventiva para controlar colesterol, diabetes e hipertensão;

- Abandonar hábitos como tabagismo, álcool ou drogas ilícitas.

Referências

Grupo NotreDame Intermédica com informações de Minuto Saudável e DrAuzio Varella. Acesso em 24/09/2019.  

Responsável pelo Conteúdo:
Dr. Rodolfo Pires de Albuquerque
CRM: 40.137
Diretor Médico do Grupo NotreDame Intermédica

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