Bronquite

Bronquite é a inflamação do revestimento dos tubos bronquiais, canais que levam ar aos pulmões, e pode ser tanto aguda quanto crônica. As pessoas com bronquite costumam tossir muco engrossado, que pode até não apresentar cor.

A disfunção é comum e muitas vezes se desenvolve a partir de um resfriado ou por outra infecção respiratória. Já a crônica, uma condição mais séria, trata-se da constante inflamação do forro dos tubos bronquiais, geralmente relacionada ao fumo de cigarros.

A bronquite aguda em geral melhora no período entre uma semana e 10 dias, sem deixar efeitos remanescentes, à parte a tosse que pode durar semanas. Entretanto, crises constantes de bronquite apontam para a sua condição crônica, que exige atenção médica e está inclusa entre as Doenças Pulmonares Obstrutivas Crônicas (DPOC)

Sintomas

Tanto para a bronquite aguda, quanto para a crônica, os sinais e sintomas podem incluir:

  • Tosse;
  • Produção de muco, que pode ser claro, branco, cinza amarelado ou verde;
  • Fadiga;
  • Falta de ar;
  • Febre;
  • Dor no peito.

Causas

A bronquite aguda geralmente é causada por vírus, os mesmos que causam gripes e resfriados. Já para a bronquite crônica, a causa mais comum é relacionada ao fumo de cigarro, poluição do ar, poeira e gases tóxicos.

Fatores de risco

  • Fumo de cigarro: Pessoas que fumam ou convivem com fumantes têm maior risco de apresentar bronquite;
  • Imunidade baixa: Outras doenças agudas, como resfriado, ou condições crônicas que comprometem o sistema imunológico tornam as pessoas mais vulneráveis à infecção;
  • Exposição a substâncias químicas no trabalho: O risco de desenvolver bronquite é maior se você trabalha perto de certas substâncias químicas ou fumaça;
  • Refluxo gástrico: Crises constantes de azia podem irritar a garganta e tornar as pessoas mais propensas a desenvolverem bronquite.

Ainda que um episódio isolado de bronquite não seja necessariamente preocupante, em algumas pessoas o quadro pode levar à pneumonia. Crises de bronquite, contudo, podem indicar a presença de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

Prevenção

Para reduzir o risco de bronquite:

  • Evitar cigarros;
  • Vacinar-se contra gripe;
  • Lavar as mãos;
  • Usar máscara cirúrgica, caso apresente DPOC ou trabalhe em locais expostos a fumaças ou substâncias irritantes.

Diagnóstico

Durante os primeiros dias da doença, pode ser difícil distinguir os sinais e os sintomas da bronquite dos de um resfriado comum. Já no exame físico, o médico usará um estetoscópio para auscultar os pulmões durante a respiração.

Em alguns casos, o especialista pode ainda sugerir um raio-x do peito, para avaliar a presença de pneumonia ou de outra condição que explique a tosse; um exame de escarro, que mostra fungos e bactérias no muco, testando a presença de doença que pode ser curada com antibióticos; ou ainda uma avaliação da função respiratória, para checar sinais de asma ou de enfisema.

Tratamento

A maioria dos casos de bronquite aguda melhora sem tratamento, geralmente em algumas semanas. Como grande parte dos casos de bronquite são causados por infecções virais, antibióticos não são efetivos. De todo modo, caso o médico suspeite de infecção bacteriana, antibióticos podem ser prescritos.

Em algumas circunstâncias, o médico pode recomendar ainda remédios para tosse, uso de inalador ou outros medicamentos para redução da inflamação.

 

Fonte: Grupo NotreDame Intermédica com informações de Mayo Clinic. Acesso em 27 de maio. 


Responsável pelo Conteúdo:
Dr. Rodolfo Pires de Albuquerque
CRM: 40.137
Diretor Médico do Grupo NotreDame Intermédica