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Queimaduras por fogos de artifício: primeiros socorros, quando ir ao hospital e como evitar acidentes no Ano Novo

Dúvidas de Planos

12 de fevereiro de 2026

O Ano Novo é momento de celebração, mas acidentes com fogos de artifício podem transformar a festa em emergência. Queimaduras térmicas, lesões oculares e traumas graves acontecem todos os anos, muitas vezes por falta de informação sobre como manusear esses artefatos com segurança. 

Conhecer os riscos dos fogos de artifício, saber como agir nos primeiros socorros e entender as medidas preventivas são atitudes que protegem você e sua família. A seguir, veja orientações práticas para uma virada de ano segura. 

O que os fogos de artifício podem causar? 

Os artefatos pirotécnicos combinam explosivos, calor extremo e substâncias químicas. Essa mistura pode provocar diferentes tipos de lesões, que vão além das queimaduras superficiais. 

Entender esses riscos é essencial para prevenir acidentes e agir com rapidez quando necessário. 

Queimaduras térmicas e químicas (faíscas, explosões, pólvora) 

Uma explosão de fogos pode liberar calor acima de 1.000°C, causando queimaduras térmicas quase instantâneas na pele exposta.  

Além disso, os resíduos da pólvora e os compostos químicos podem provocar irritações e queimaduras químicas. Isso pode tornar o quadro mais doloroso e complexa de tratar. 

Lesões oculares e auditivas (corpos estranhos, barotrauma) 

Os fragmentos disparados pela explosão podem atingir os olhos, perfurar ou arranhar a córnea (camada transparente que protege o olho) e causar lesões graves, representando um risco real à saúde ocular

O estrondo também gera ondas de pressão. Em casos mais intensos, pode ocorrer barotrauma — lesão causada por variação brusca de pressão — afetando o tímpano e estruturas internas do ouvido. Zumbido, dor ou perda auditiva exigem avaliação médica. 

Lacerações, fraturas e amputações por detonação 

Quando um artefato detona muito próximo ao corpo, especialmente nas mãos, a força da explosão pode provocar cortes profundos, fraturas ósseas e até mesmo amputações.  

Esses traumas são, infelizmente, mais comuns quando alguém segura o fogo de artifício durante a queima ou, de forma ainda mais perigosa, tenta reacender um artefato que falhou. 

Perigos das faíscas e primeiros socorros para queimaduras 

As faíscas de fogos de artifício parecem inofensivas, mas podem ultrapassar 1.000 °C. Em alguns casos, os sinais da lesão surgem horas depois. Por isso, saber agir nos primeiros minutos pode reduzir complicações mais sérias. 

Por que as faíscas são perigosas 

As faíscas podem penetrar rapidamente nas camadas da pele, criando múltiplos pontos de queimadura. O calor residual continua agindo após o contato, fragilizando a barreira protetora e facilitando infecções.  

Tecidos sintéticos podem derreter e aderir à pele e sprays ou produtos inflamáveis podem piorar a situação e aumentar a propagação do fogo. 

Esses ferimentos, em pessoas com predisposição podem desenvolver cicatrizes elevadas, conhecidas como queloides. 

Primeiros socorros essenciais 

Em caso de queimadura causada por fogos de artifício: 

  1. Resfrie a área com água corrente fria (não gelada) por cerca de 20 minutos. 

  1. Não utilize gelo, pois pode agravar a lesão. 

  1. Retire anéis, pulseiras e roupas apertadas antes do inchaço. 

  1. Cubra a região com gaze estéril ou pano limpo. 

Evite receitas caseiras como pasta de dente, manteiga, borra de café, álcool ou pomadas sem orientação profissional. Esses produtos podem aumentar o risco de infecção e atrasar a cicatrização. 

Se houver dúvida sobre a gravidade, procure avaliação médica. 

Como saber o grau da queimadura? 

Identificar a gravidade ajuda a decidir quando buscar atendimento. Observe as características nas primeiras horas: 

  • Primeiro grau (vermelhidão sem bolhas): a pele fica vermelha, sensível ao toque e dolorida, sem formação de bolhas. É a lesão mais superficial, atingindo apenas a epiderme, e geralmente se recupera bem com cuidados básicos em casa. 

  • Segundo grau (bolhas e dor intensa): caracteriza-se por bolhas com líquido claro, superfície úmida ou brilhante, e dor intensa ao toque. Atinge a derme e pode deixar cicatrizes se não for tratado adequadamente, exigindo atenção profissional na maioria dos casos. 

  • Terceiro grau (pele pálida ou escura, pouca dor): a pele pode ficar com aparência esbranquiçada, acinzentada ou carbonizada, com textura seca. Pode haver pouca ou nenhuma dor, pois as terminações nervosas foram destruídas. É emergência médica absoluta e requer atendimento hospitalar urgente e, possivelmente, cirurgia. 

Quando procurar atendimento médico urgente 

Algumas situações exigem avaliação imediata: 

  • Queimaduras profundas ou com bolhas extensas 

  • Lesões em face, mãos, pés ou região genital 

  • Dor intensa que não melhora 

  • Sinais de infecção (febre, vermelhidão crescente, secreção) 

  • Dificuldade para respirar após exposição à fumaça 

  • Lesões em crianças pequenas, idosos ou pessoas com doenças crônicas 

A avaliação profissional é importante para definir o tratamento adequado e reduzir riscos de complicações. 

Qual a melhor pomada para queimadura de fogos? 

Não existe uma única pomada ideal para todas as situações. A escolha depende da profundidade da lesão e deve ser feita por um profissional de saúde. 

Em queimaduras superficiais, produtos hidratantes como loções à base de aloe vera podem ser indicados para manter a pele úmida e protegida. 

Em casos mais profundos, o médico pode prescrever medicamentos específicos, como a sulfadiazina de prata, que possui ação antimicrobiana.  

Produtos que devem ser evitados em caso de queimaduras 

Evite corticoides e antibióticos tópicos sem prescrição, pois podem atrasar a cicatrização, aumentar o risco de infecções e causar resistência bacteriana. Use apenas se houver prescrição médica específica para o seu caso. 

O que pode acontecer quando a pele fica queimada? 

A queimadura pode gerar reações que vão desde alterações locais até complicações graves. Compreender essas consequências ajuda a saber quais os cuidados imediatos e entender a importância do acompanhamento adequado: 

  • Bolhas e alterações na cor da pele: as bolhas surgem como uma proteção em queimaduras de segundo grau, enquanto a dor é resultado da inflamação e exposição das terminações nervosas. Durante a cicatrização, a pele pode ficar temporariamente mais escura ou mais clara, com coceira intensa. 

  • Infecção e cicatrizes: sem os cuidados adequados, a ferida pode infeccionar, causando febre, dor crescente e necessidade de antibióticos. Queimaduras profundas podem causar cicatrizes espessas e, em áreas de articulações, podem gerar rigidez que limitam os movimentos, exigindo fisioterapia prolongada. 

  • Desidratação em queimaduras extensas: as queimaduras extensas prejudicam a capacidade da pele de reter líquidos, causando desidratação e desequilíbrio eletrolítico. Quadros graves, podem levar ao comprometimento de múltiplos órgãos. Essas queimaduras são especialmente perigosas para crianças e idosos e exigem atendimento hospitalar. 

Quanto tempo demora para cicatrizar uma queimadura? 

O processo de cicatrização varia conforme a gravidade da lesão: 

  • Primeiro grau: 7 a 14 dias, geralmente sem cicatriz permanente. 

  • Segundo grau: 2 a 3 semanas, podendo deixar alteração temporária de cor.  

  • Terceiro grau: pode exigir cirurgia enxertos de pele, com recuperação que se estende por meses.  

Fatores como idade avançada, diabetes, tabagismo e estado nutricional influenciam o processo.  

É importante ter paciência e manter seguir os cuidados e orientações médicas. Um desses cuidados é a proteção solar, que é fundamental para melhorar o processo de cicatrização e reduzir manchas permanentes. 

Prevenção: como evitar acidentes com fogos de artifício no Ano Novo 

Prevenir é sempre a melhor atitude, e com fogos de artifício essa máxima é ainda mais verdadeira. Pequenas ações podem fazer uma enorme diferença para garantir que sua celebração seja memorável. 

Comprar produtos homologados e manter distância segura 

Adquira apenas fogos com o selo do Inmetro ou certificação do Exército, que garantem padrões mínimos de segurança.  

  • Leia atentamente as instruções da embalagem antes de usar. 

  • Respeite a distância mínima recomendada. 

  • Nunca improvise bases ou suportes. 

Nunca segurar na mão, apontar ou tentar reacender 

  • Jamais segure fogos durante a queima, mesmo os classificados como "manuais". 

  • Nunca os aponte para pessoas, animais, veículos ou edificações.  

  • Se falhar, espere pelo menos 30 minutos antes de se aproximar. 

  • Nunca tente reacender fogos de artifício.  

  • Use óculos de proteção sempre que for manusear fogos. 

Manter crianças e pets longe 

  • Estabeleça uma zona de segurança. 

  • Mantenha crianças, animais de estimação e pessoas com mobilidade reduzida afastados.  

  • Evite consumir bebidas alcoólicas antes e durante o manuseio de fogos.  

  • Tenha sempre um balde de água, mangueira ou extintor de incêndio disponível para agir rapidamente em caso de princípio de incêndio. 

Celebre com segurança e tranquilidade 

Acidentes com fogos de artifício podem ser evitados com informação e cuidado. Comprar produtos homologados, manter distância segura, nunca segurar ou reacender artefatos que falharam, e estabelecer uma zona de proteção para crianças e pets são alguns desses cuidados.  

Resfriar a queimadura com água corrente por cerca de 20 minutos, não utilizar receitas caseiras e procurar atendimento em casos de maior gravidade são atitudes que fazem diferença.  

Lesões em áreas críticas, sinais de infecção ou inalação de fumaça exigem atendimento médico urgente, principalmente em crianças, idosos ou pacientes crônicos. 

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