Veja como funciona a telemedicina no Brasil

Saúde e Bem-Estar -

Trabalho em home office, fazer compras, estudos e exercícios. Com a necessidade do distanciamento social para conter as transmissões do novo Coronavírus, hoje tudo é feito a distância, e com as consultas médicas isso não poderia ser diferente. Mesmo tendo passado por inúmeras discussões ao longo dos anos, a telemedicina voltou com tudo durante a pandemia da Covid-19. Entenda neste artigo do Grupo NotreDame Intermédica.

Mesa com notebook equipamentos médicos e mãos segurando fone de ouvido

Telemedicina na pandemia

Para minimizar o número de pessoas em hospitais em tempos de Coronavírus, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o governo federal autorizaram o uso da telemedicina, enquanto durar a pandemia, por meio da Lei 13.989 (15 de abril de 2020). A medida permite que haja teleconsultas, prescrição de exames, atestados e medicamentos, orientações e monitoramento.

Regulamentações da telemedicina no Brasil

Mesmo quando era regulado pelo CFM, o cenário da telemedicina no Brasil sempre foi incerto. Tudo começou com resolução 1.643 de 2002, que definia as boas práticas da telemedicina, como deveria ser a conduta do profissional e quais recursos poderiam ser usados. Ao longo dos anos, o texto sofreu diversas alterações, como a inclusão de consultas a distância. Mas, em fevereiro de 2019, a medida foi revogada por conta da pressão de conselhos de médicos. Ou seja, não é mais permitida no País – com exceção do momento de pandemia do novo Coronavírus. A preocupação pela perda de qualidade e humanização nas teleconsultas é o principal motivo de debate.

Modalidades da telemedicina

Teleconsulta: consulta a distância feita por ligação, chamada de vídeo ou mensagens.

Teleconsultoria: trata-se do setor em que é realizada uma consultoria entre profissionais. Por exemplo, um médico está cuidando de um paciente com quadro de saúde complexo e consulta a opinião de colegas de outros lugares do mundo.

Teleorientação: é uma espécie de triagem. O paciente liga para o serviço de telemedicina e fala sobre o que está sentindo. O profissional indica medicamentos e orienta se é preciso ir ao hospital ou se é possível tratar a doença ou os sintomas em casa.

Telemonitoramento: é o monitoramento de saúde a distância. É mais comum em pacientes com alguma doença crônica.

O que pode

Durante a pandemia, os profissionais da saúde podem realizar consultas a distância, emitir atestados, receitas de medicamentos e solicitar exames médicos de forma virtual. Mas, para ter validade, os documentos devem conter as informações profissionais do médico e possuir assinatura eletrônica, além de seguir os requisitos estabelecidos pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os atestados devem ter nome e o número do CRM do médico, identificação e dados do paciente, registro de data e hora e o prazo da duração do atestado.

As consultas também estão liberadas, mas devem ser registradas em prontuário clínico com data, hora, tecnologia utilizada e o número do Conselho Regional Profissional do médico e sua unidade da federação.

 

Novo normal

Ainda não há informações concretas de como – e se – a telemedicina vai funcionar no Brasil pós-Coronavírus. A previsão é que haja debates acerca da qualidade do atendimento a distância e sobre segurança da informação por conta do armazenamento de dados de pacientes em plataformas médicas.

Como entrar em contato via telemedicina

Os beneficiários do Grupo NotreDame Intermédica podem acessar o serviço de Telemedicina no aplicativo GNDI Easy e/ou Portal GNDI e serem atendidos por um especialista. O contato também pode ser realizado pela Central de Atendimento.

Referências

Fonte: Grupo NotreDame Intermédica com informações da Folha de S. Paulo, Uol Tab, Estadão e Telemedicina Morsch – acesso em 09/07/2020.

Responsável pelo Conteúdo:
Dr. Rodolfo Pires de Albuquerque
CRM: 40.137
Diretor Médico do Grupo NotreDame Intermédica

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