O que é dislexia?

De acordo com a Associação Brasileira de Dislexia (ABD), este transtorno tem origem neurobiológica e resulta no déficit da aprendizagem de escrita e leitura - no caso, associar as letras a palavras completas para que façam sentido.

Muitas vezes, pessoas com dislexia apresentam características parecidas com as de alunos “preguiçosos”, mas pais e professores devem ficar atentos a alguns sinais, pois essa condição precisa de cuidados e requer tratamento com especialistas. 

No momento de uma leitura, quem não tem dislexia utiliza três áreas do cérebro: a primeira é responsável por identificar as letras; a segunda por associar as letras e, assim, formar palavras; a terceira, por transformá-las na mensagem, ou seja, trazer algum significado.

No entanto, aqueles que apresentam sinais de dislexia têm a primeira e a segunda áreas do cérebro com funcionamento limitado, o que resulta na dificuldade de captar a mensagem, tornando o processo de aprender a ler e escrever mais lento. 

Essa dificuldade pode ser identificada em crianças, adolescentes e adultos e apresenta as mesmas características em todos os momentos. Normalmente, é diagnosticada com mais facilidade durante o processo de alfabetização, por isso, na infância. 

Como identificar a dislexia

Se você tem alguma dúvida sobre como identificar a dislexia, veja abaixo algumas características que podem caracterizar esta disfunção: 

  • Dispersão;
  • Dificuldade em associar letras, principalmente quando possuem sons parecidos (Exemplo: “f” e “v”, “b” e “p”, entre outros);
  • Trocar, inverter ou pular sílabas;
  • Déficit no desenvolvimento da fala e leitura;
  • Vocabulário de rimas limitado;
  • Notas baixas; ou
  • Desestímulo para ir à escola.

Tratamento e diagnóstico da dislexia

É mais comum que a dislexia seja percebida entre os oito e 10 anos de idade, durante a fase de alfabetização. 

O diagnóstico pode ser feito por um fonoaudiólogo, neurologista ou psicólogo, principalmente por ser comum sua confusão com o Transtorno de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Embora tenham características em comum, são tratados de diferentes maneiras. 

A dislexia não tem cura, mas os efeitos podem ser minimizados se houver um acompanhamento de profissionais especializados. Exercitar o cérebro com jogos e pinturas e estimular a criatividade podem ser bons aliados para reduzir os efeitos da dislexia.   

Referências

Dislexia afeta até 15% da população - acessado em 29/10/2018

Dislexia - como é feito o diagnóstico - acessado em 29/10/2018

Dislexia (Ministério da Saúde) - acessado em 29/10/2018

O que é dislexia: causa, sintomas, diagnóstico e tratamento - acessado em 29/10/2018

 


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Dr. Rodolfo Pires de Albuquerque
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Diretor Médico do Grupo NotreDame Intermédica