Fevereiro roxo: entenda a relação entre Lúpus, Alzheimer e Fibromialgia

Saúde e Bem-Estar -

“Se não houver cura, que ao menos haja conforto”. Este é o lema da campanha Fevereiro Roxo, mês de conscientização à detecção precoce do Lúpus, Alzheimer e Fibromialgia. Embora tenham sintomas diferentes, essas três patologias têm como relação o difícil diagnóstico, já que os sintomas podem ser atribuídos a outras causas – por exemplo, a idade avançada, no caso de Alzheimer. O objetivo da campanha é incentivar um olhar mais atento à saúde de forma integral. Confira as causas, os sintomas e os tratamentos dessas três doenças:

enfermeira, com laço roxo no peito, segurando mão do paciente

Alzheimer

Cerca de 10% dos idosos sofrem com perda de memória – em 50% dos casos é decorrência do Mal de Alzheimer. Mais comum em pessoas acima de 70 anos e quem tem pais com o problema, a doença causa falhas na memória, dificuldade na comunicação, alterações no raciocínio, mudanças de humor, confusão e desorientação. É recomendada a investigação do quadro logo nos primeiros indícios.

Evolução da doença: As perdas são progressivas e seguem uma sequência: a memória é a primeira afetada, depois a linguagem. Em seguida, aparece a apraxia – a incapacidade de realizar movimentos motores. No final, surgem as desilusões e confusões mentais: o paciente pode duvidar da fidelidade de pessoas próximas e não as reconhecer.

Tratamento: o especialista indica medicamentos para tratar os sintomas, mas ainda não há remédios para tratar a doença.

Acesse e conheça mais sobre o Alzheimer.

Fibromialgia

Mais comum em mulheres na idade fértil, a Fibromialgia é uma síndrome que se caracteriza por dor osteomuscular crônica e em vários lugares. A doença causa sensibilidade e dores no corpo, mas também pode afetar a qualidade de vida como um todo.

Sintomas: fadiga, sono não restaurador, disfunção cognitiva, depressão e ansiedade. Esses pacientes podem ter outros problemas de saúde que causem mais sensibilidade a dor em outros locais.

Diagnóstico: a doença é difícil de ser diagnosticada, pois não ocasiona alterações nos exames físicos e laboratoriais.

Tratamento: ainda não existe cura para a Fibromialgia e o tratamento é feito com o objetivo de minimizar as dores, estresse e inflamações. O especialista pode indicar medicamentos – como ciclobenzaprina e amitryptilina –, exercícios físicos e técnicas complementares, como yoga, acupuntura, Tha Chi e hidroterapia. Veja mais sobre Fibromialgia.

Lúpus

Normalmente, o sistema imunológico produz anticorpos contra agressores externos, como bactérias, vírus e fungos. No caso do Lúpus, uma doença autoimune, os anticorpos agridem vários órgãos do paciente. Estima-se que cerca de 65 mil brasileiros vivam com Lúpus. A doença é mais comum em mulheres na idade fértil.

Sintomas: os sintomas do Lúpus variam de pessoa para pessoa. Geralmente, pode apresentar alterações clínicas como lesão típica nas duas bochechas – eritema máculo papular – que se acentua com a exposição à luz do sol, dores nas articulações, feridas na boca ou nariz e alterações psiquiátricas e neurológicas como psicose e convulsão.

Diagnóstico: além de se atentar aos sintomas físicos, o especialista pode pedir exames laboratoriais para verificar se há alterações como: presença de anticorpos anti núcleo, alterações na urina como proteinúria e cilindros hemáticos e outros autoanticorpos. Em casos mais agressivos, o paciente tem perda do rim ou quadro neurológico grave.

Tratamento: existem vários tratamentos para estabilizar a doença. O tipo de tratamento dependerá da agressividade da doença.

Responsável pelo Conteúdo:
Dr. Rodolfo Pires de Albuquerque
CRM: 40.137
Diretor Médico do Grupo NotreDame Intermédica

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