Leucemia: conheça um dos principais cânceres de sangue que afeta a população brasileira

Saúde e Bem-Estar -

As leucemias são tipos de cânceres sanguíneos que tem como principal característica a multiplicação desenfreada dos glóbulos brancos, chamados de blastos. Esse descontrole causa desequilíbrio na produção de outros componentes do sangue e acontece porque os blastos limitam o espaço da medula óssea para a fabricação dos outros elementos do sangue. Assim, esses outros componentes podem cair na corrente sanguínea antes de estarem completamente desenvolvidos e, consequentemente, ainda não estarem preparados para realizar suas funções da forma correta. Isso predispõe o organismo à anemia, infecções, hemorragias e outros sintomas mencionados adiante.

Tipos de leucemias

Existem mais de doze tipos de leucemias, mas há quatro principais classificações que mudam conforme o tipo de defeito presente nos glóbulos brancos e sua evolução. São elas:

  • Leucemia linfocítica (linfoide ou linfoblástica) – afeta as células linfoides, como os linfócitos B e T. É mais comum em crianças.
  • Leucemia mieloide (ou mieloblástica) – afeta as células mieloides que originam leucócitos e neutrófilos. Afeta mais adultos e adolescentes.

No que diz respeito à evolução, as leucemias podem ser classificadas em aguda ou crônica. Na leucemia aguda, os blastos são imaturos e se multiplicam muito rápido, o que provoca uma doença mais agressiva. Já na leucemia crônica os blastos são células mais maduras, portanto a enfermidade evolui devagar, podendo demorar meses ou até anos para algum sintoma aparecer.

As nomenclaturas primárias principais são Leucemia Mieloide Aguda (LMA), Leucemia Mieloide Crônica (LMC), Leucemia Linfocítica Aguda (LLA) e Leucemia Linfocítica Crônica (LLC). As crianças diagnosticadas com leucemia apresentam mais os tipos agudos da doença.

Sintomas da leucemia

Por se desenvolverem mais rápido, as leucemias agudas são mais sintomáticas. Leucemias crônicas se desenvolvem tão lentamente que podem ser completamente assintomáticas. Entre os principais sintomas da leucemia estão:

  • Anemia;
  • Cansaço;
  • Dores nos ossos e articulações;
  • Febre;
  • Fraqueza;
  • Gânglios inchados;
  • Infecções;
  • Manchas roxas e/ou vermelhas na pele;
  • Sangramentos nasais e nas gengivas;
  • Sudorese noturna.

Diagnóstico da leucemia

Caso um paciente apresente um quadro de suspeita de leucemia, ele deve ser direcionado a um hematologista para uma avaliação mais específica. O exame mais comum para o diagnóstico de leucemia é o hemograma. Nos casos positivos para a doença, a alteração do exame de sangue se dá em um aumento significativo da série de glóbulos brancos, podendo ser associada a uma diminuição das hemácias e plaquetas.

Outra forma de diagnosticar a leucemia é por meio da análise da medula óssea a partir do mielograma. Nesse exame, uma pequena quantidade de sangue é retirada do material esponjoso que fica dentro dos ossos, popularmente conhecido como tutano, para uma análise mais minuciosa. Em alguns casos, é necessária que seja feita uma biópsia da medula óssea. Nesse procedimento, um pedaço de osso da bacia é retirado e enviado para análise de um patologista.

Tratamento contra leucemia

Os tratamentos para leucemia variam de acordo com a forma da doença, mas todos os tratamentos têm o mesmo objetivo: destruir as células doentes para que a medula volte a produzir células saudáveis.

Em geral, as leucemias agudas são tratadas com quimioterapias e podem precisar de um transplante de medula óssea. O tratamento é feito em duas etapas: na primeira fase o objetivo é fazer a doença entrar em remissão completa – quando a doença não é encontrada nos exames. Ainda assim, é possível que o paciente tenha células leucêmicas indetectáveis, chamadas de doença residual. Por isso, o tratamento continua garantindo que o paciente não tenha uma recaída da doença (recidiva).

A segunda parte dos tratamentos varia de acordo com o diagnóstico inicial de cada paciente. Na leucemia linfocítica aguda, é normal que uma terceira etapa do tratamento aconteça. Ela é chamada de manutenção e é composta por medicações mais leves que devem ser usadas de forma contínua. Em leucemias crônicas, é possível que o tratamento seja feito sem o uso da quimioterapia e, nesses casos, o paciente pode fazer uso de imunoterapias e outras medicações mais específicas. Vale ressaltar que o tratamento é pensado para cada paciente respeitando outros aspectos clínicos como idade, doenças pré-existentes e tolerância a determinadas medicações.

Efeitos colaterais dos tratamentos

É importante saber que as reações podem variar de pessoa para pessoa e nem todos os pacientes apresentam o mesmo tipo de reação. Em relação às quimioterapias, os efeitos mais comuns são:

  • Alopecia (queda dos pelos do corpo);
  • Febre;
  • Inapetência;
  • Infecções;
  • Infertilidade;
  • Mucosite (lesões na mucosa gastrointestinal);
  • Náuseas;
  • Toxicidade sanguínea;
  • Variação de peso (aumento ou perda);
  • Vômito.

Todos os efeitos colaterais devem ser reportados ao médico.

Referências

Fonte: Grupo NotreDame Intermédica

Responsável pelo Conteúdo:
Dr. Rodolfo Pires de Albuquerque
CRM: 40.137
Diretor Médico do Grupo NotreDame Intermédica

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