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Endometriose e câncer de ovário: qual a relação?

A endometriose é uma doença que faz com que o tecido do endométrio, que recobre a superfície interna do útero, cresça em um local anormal do corpo - mais frequentemente em ovários, trompas e peritônio. Uma preocupação comum de mulheres que recebem esse diagnóstico é se há alguma associação entre endometriose e câncer de ovário. Ou seja, se uma doença pode levar à outra.

Saúde e Bem-Estar

11 de Maio de 2017

Endometriose e câncer de ovário: qual a relação?

Saúde e Bem-Estar -

A endometriose é uma doença que faz com que o tecido do endométrio, que recobre a superfície interna do útero, cresça em um local anormal do corpo - mais frequentemente em ovários, trompas e peritônio. Uma preocupação comum de mulheres que recebem esse diagnóstico é se há alguma associação entre endometriose e câncer de ovário. Ou seja, se uma doença pode levar à outra.

Alguns estudos apontam que mulheres com endometriose têm um risco maior de desenvolver câncer de ovário no futuro do que as que não foram diagnosticadas com esse problema ginecológico ao longo da fase reprodutiva. Entretanto, esse risco ainda é relativamente pequeno, já que o tumor de ovário é pouco frequente, enquanto que a endometriose é uma doença comum.  

Além disso, outros fatores podem influenciar o aparecimento do câncer de ovário, como:

  • Ter histórico familiar da doença;
  • Ser fumante;
  • Estar acima do peso;
  • Ter feito terapia de reposição hormonal;
  • Falta ou curto período de amamentação (menos de seis meses).

Por outro lado, alguns comportamentos podem reduzir o seu risco de ter câncer de ovário:

  • Usar pílula anticoncepcional por, no mínimo, cinco anos;
  • Ter gestações;
  • Amamentar;
  • Seguir uma dieta rica em frutas e legumes;
  • Praticar atividade física regularmente.

Portanto, ao invés de ficar assustada com a ligação entre endometriose e câncer de ovário, você deve adotar um estilo de vida saudável e não descuidar dos exames de rastreio para o câncer de ovário. Eles devem ser feitos mesmo se você não tiver nenhum sintoma, que só aparecem, geralmente, nos estágios mais avançados da doença, quando as chances de cura são menores. Discuta com seu médico qual é, de fato, o seu risco individual e quais estratégias de prevenção que você deve seguir.

 
 

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As diferenças entre endometriose e câncer de ovário

As evidências de uma ligação entre endometriose e câncer de ovário não é, por si só, um motivo para você recorrer a medidas radicais, como fazer uma histerectomia (remover o útero). Mas, isso não significa que você não deva levar a sério a doença do endométrio. Apesar de ser uma condição benigna, a endometriose pode trazer complicações importantes. A principal delas é a infertilidade - até metade das mulheres com o problema têm dificuldade para engravidar.

Além disso, ao contrário do câncer de ovário, a endometriose raramente passa desapercebida, pois produz sintomas bastante incômodos, tais como:

  • Intensa cólica menstrual;
  • Menstruação com sangramento intenso;
  • Dor durante a relação sexual;
  • Dor pélvica;
  • Diarreia ou constipação no período menstrual;
  • Dor para urinar ou evacuar.

A endometriose é doença crônica, portanto, sem cura. Mas, existem vários métodos de tratamento que podem ajudar a diminuir os sintomas e melhorar a qualidade de vida. A abordagem que você e seu médico escolherão dependerá da gravidade da sua endometriose e do seu desejo de engravidar posteriormente. As opções incluem:

Medicamentos - seu médico pode recomendar analgésicos e outros medicamentos para aliviar as cólicas e outros sintomas dolorosos.

Terapias hormonais - como o uso de pílulas anticoncepcionais, que também estão associadas a uma diminuição do risco de câncer de ovário.

Cirurgia conservadora - remove os tecidos endometriais anormais sem remover nenhum órgão.

Histerectomia total - cirurgia para remover o útero e o colo do útero, além de ambos os ovários e as trompas de falópio. Método usado apenas para casos graves de endometriose ou para mulheres com alto risco de câncer de ovário, como aqueles que têm a mutação genética BRCA1 ou BRCA2.

Já o tratamento para o câncer de ovário dependerá do estágio em que a doença é descoberta. As opções incluem cirurgia, quimioterapia e radioterapia.

Referência

Responsável pelo Conteúdo:

Responsável pelo Conteúdo:
Dr. Rodolfo Pires de Albuquerque
CRM: 40.137
Diretor Médico do Grupo NotreDame Intermédica

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