Pneumonia

Saúde e Bem-Estar -

A doença é a quinta causa de morte no Brasil e atinge principalmente idosos, crianças e imunodeprimidos

Segundo uma pesquisa do DATASUS, a pneumonia é a principal causa de internação e a quinta causa de morte no Brasil. A doença, motivada por uma infecção nos pulmões, afeta principalmente idosos, crianças, doentes crônicos e soropositivos, mas qualquer pessoa com uma gripe mal curada ou o sistema imunológico sem defesa pode ser alvo. Uma das formas de prevenção é a vacina, que pode ser obtida de forma gratuita nos postos de saúde.

Contrário do que muitos pensam, não é a friagem que causa a pneumonia. Na verdade, ela é contraída por meio um agente externo como bactérias, vírus, fungos ou substâncias químicas. Essa associação se dá pelo fato de as pessoas ficarem mais tempo em locais fechados e sem circulação de ar quando está frio.

Neste artigo, o Grupo NotreDame Intermédica traz todas as informações sobre pneumonia.

SUMÁRIO

Sintomas

Mesmo quem não fizer parte do grupo com mais propensão a desenvolver a pneumonia precisa ficar atento a alguns sintomas como:

- Tosse seca com catarro amarelado ou esverdeado

- Febre alta (acima de 37,5 °C)

- Mal-estar

- Fraqueza

- Dores no corpo

- Falta de ar e dificuldade para respirar

- Dor no peito ou tórax

- Náuseas e vômito

- Suor intenso

Além desses sintomas, os idosos também podem apresentar:

- Confusão mental

- Perda de memória

- Desorientação em relação a tempo e espaço.

Quando se trata de crianças, os sintomas são diferentes. Consistem em:

- Perda de apetite

- Dor abdominal

- Respiração ruidosa e acelerada

Tipos e causas

A pneumonia pode ser contraída por diversos meios. As principais causas são: bactérias, vírus, fungos e substâncias químicas.

Bactérias: é o tipo mais comum. Ocorre quando o sistema imunológico está sem defesa e deixa passar para o pulmão algumas das bactérias presentes no corpo.

Pneumonia viral: acontece quando um vírus consegue se infiltrar no espaço alveolar, o último lugar onde o ar respirado chega. Pode ser causado pelos mesmos agentes da gripe ou resfriado afeta principalmente crianças menores de cinco anos. Não é contagioso como a gripe, pois o vírus precisa chegar em um local de difícil acesso para desenvolver a pneumonia.

Fungos: é o mais raro e mais forte. Afeta crônicos e pessoas com o sistema imunológico enfraquecido, como soropositivos e pacientes oncológicos, que inalam grande quantidade desses organismos. Não há um tipo específico de fungo que causa a doença: depende da localização geográfica do paciente. São comuns aqueles presentes em excrementos de pássaros ou solos.

Pneumonia química: algumas substâncias tóxicas também podem contribuir com a doença. Fumaça, agrotóxicos, óleos ou derivados de petróleo são os principais químicos relacionados à pneumonia que, quando inalados em excesso, inflamam a parte do pulmão que transporta oxigênio para o sangue. Este tipo pode facilitar a entrada de bactérias e evoluir para a pneumonia bacteriana. É importante avisar ao médico se tiver contato com substâncias prejudiciais para que o tratamento seja adequado ao seu tipo de pneumonia.

Por aspiração: acontece quando a pessoa aspira suco gástrico, vômito ou alimentos que vão parar no pulmão. É mais provável em pessoas com lesões cerebrais, problemas de aglutinação (dificuldade de engolir alimentos) ou excesso de álcool e drogas.

Adquiridas em hospitais: é adquirida em internações hospitalares. Geralmente são mais resistentes a antibióticos e mais graves, pois as pessoas já estão debilitadas.

Fatores de risco:

Tabagismo: facilita a entrada de agentes infecciosos, pois causa inflamações.

Álcool:  enfraquece a defesa do sistema imunológico.

Ar-condicionado: deixa o ar seco e sem circulação, com propensão de infecção de vírus e bactérias, uma vez que o ar circula em ambientes fechados.

Gripes não curadas: em conjunto com o sistema imunológico enfraquecido, pode possibilitar que o vírus se infiltre no pulmão.

Prevenção

Desde 2010, a vacina pneumocócica conjugada entrou para o Calendário Básico de Vacinação da Criança do Ministério da Saúde. Ela previne diversas doenças e é obrigatória. É a principal forma de prevenir a pneumonia bacteriana.

Para prevenir a pneumonia viral, é importante tomar vacinas contra a gripe, principalmente se você faz parte do grupo de risco.

Não fumar, lavar as mãos sempre que chega em algum lugar, evitar multidões e locais com substâncias tóxicas, além de ficar de repouso para curar gripes e resfriados também são atitudes que podem prevenir o desenvolvimento da pneumonia.

Diagnóstico

O paciente deve recorrer a um clínico geral ou pneumologista. Para facilitar o diagnóstico no momento da consulta, é recomendado levar uma lista com sintomas e um histórico médico das doenças.

O médico fará um exame físico ouvindo o pulmão para detectar sons que caracterizam a pneumonia. Se suspeitar da doença, ele poderá pedir exames laboratoriais, como:

Oximetria de pulso: a pneumonia impede o pulmão de filtrar oxigênio o suficiente para o sangue. Este teste mede o nível de oxigênio no sangue.

Raio X: mostra a localização e intensidade da infecção, mas não ajuda a determinar o tipo.

Exames de sangue: para confirmar a infecção e detectar o tipo presente no organismo.

Escarro: os fluidos presentes no pulmão são analisados para confirmar a doença. O teste consiste em coletar o escarro após uma tosse.

Se o paciente tem mais de 65 anos, estiver internado ou apresentar sintomas mais graves, o médico ainda pode pedir:

Tomografia: é feita para que o médico tenha imagens mais nítidas dos pulmões. É comum quando a pneumonia demora muito tempo para curar.

Cultura de fluido pleural: coleta de uma amostra de fluidos com a ajuda de uma agulha na área pleural (entre as costelas) para ajudar a determinar o tipo de infecção.

Tratamento

É necessária a administração de antibióticos no tratamento da pneumonia. No entanto, é recomendada a internação quando: o paciente é idoso, está confuso, a pressão está muito baixa, tem diminuição da função renal, necessita de assistência respiratória, a temperatura está abaixo do normal e/ou a frequência cardíaca muito baixa ou alta.

O paciente nunca deve se automedicar ou interromper o uso de medicamentos sem orientação médica. Mesmo que os sintomas tenham desaparecido ou que pareça ter se curado, é importante tomar todas as doses indicadas pelo especialista, pois só assim é possível exterminar a bactéria do organismo.

Complicações

Os pacientes em grupos de risco podem ter algumas complicações mesmo com tratamento.

Bactérias na corrente sanguínea: a bactéria que está no pulmão pode passar para a corrente sanguínea e atingir outros órgãos.

Dificuldade ao respirar: se a pneumonia for muito grave ou o paciente tiver doenças crônicas respiratórias, pode haver falta de oxigênio no sangue e dificuldade de respirar. Neste caso, é recomendada hospitalização.

Derrame pleural: a pneumonia pode fazer com que o líquido fique entre as camadas de tecido do pulmão. Quando isso acontece, é preciso drenar essa água por meio de tubo de tórax ou com cirurgia.

Abscesso: é uma ferida com pus no pulmão. Pode ser tratado com antibiótico, cirurgia ou drenagem com um tubo e uma agulha longa.

Referência

Grupo NotreDame Intermédica com informações de Minha Vida. Acesso em 12/10/2019

 

Responsável pelo Conteúdo:
Dr. Rodolfo Albuquerque
CRM: 40.137
Diretor Médico do Grupo NotreDame Intermédica

Quero cotar plano de saúde

Matérias em destaque