Benefícios dos exercícios físicos para pessoas com Síndrome de Down

Saúde e Bem-Estar -

É muito importante que pessoas com síndrome de Down pratiquem exercícios em todas as fases da vida. Na infância e adolescência, eles estimulam o crescimento e o desenvolvimento motor, além de contribuir para a motivação e para a formação social do indivíduo. Na idade adulta, previne contra problemas nas articulações, doenças cardíacas e enfermidades comumente associadas a quem tem alteração genética. 

A síndrome de Down ocorre quando a pessoa nasce com um cromossomo a mais nas células do seu corpo. Os cromossomos são pequenas partes celulares que carregam informações sobre nosso organismo. Estima-se que, no Brasil, 270 mil pessoas tenham esta alteração genética. É importante ressaltar que a síndrome de Down não é uma doença. Mas, a alteração genética provoca algumas características físicas:

Cabeça achatada na parte de trás;

Nariz pequeno e achatado;
Pescoço com muita gordura na nuca;
Orelhas pequenas;
Músculos moles;
Céu da boca mais encurvado;
Menor número de dentes;
Em alguns casos, a pessoa pode colocar a língua para fora;
Linha única na mão e maior dobra no quinto dedo;
Separação grande entre o primeiro e segundo dedos dos pés.

A incidência da síndrome de Down é igual entre homens e mulheres e pessoas de quaisquer origens. Não há algo que os pais façam durante a gestação que possa aumentar ou diminuir as chances de o bebê ter a síndrome. Portanto, os pais não têm motivo para sentirem-se culpados, achando que poderiam ter tomado alguma iniciativa para prevenir a condição.

SUMÁRIO

Quais os melhores exercícios físicos para quem tem síndrome de Down?

O programa de exercícios deve contribuir para o condicionamento físico, respeitando condições de cada organismo. Eles são fundamentais para as pessoas com síndrome de Down poderem desenvolver suas habilidades motoras, a interação social e capacidades intelectuais. Algumas das atividades mais indicadas para quem tem essa alteração genética são:

  • Atletismo;
  • Natação;
  • Futebol;
  • Tênis.

É importante lembrar que, antes de começar uma rotina de exercícios, é necessário procurar a ajuda de um médico ou especialista. O profissional precisa avaliar características como força, agilidade, postura, velocidade e coordenação para elaborar um programa adequado para quem tem essa alteração nos cromossomos.

Algumas pessoas com síndrome de Down, por exemplo, apresentam problemas respiratórios, ortopédicos e tendência à obesidade. Nestes casos, as atividades mais indicadas são caminhadas e passeios de bicicleta pelo menos duas vezes por semana. Estas indicações, claro, não são uma regra. Ao longo do tempo, com a melhora do condicionamento físico, eles poderão pensar em exercícios que demandem mais força e energia e que os agradem mais. 

É importante que a pessoa com síndrome de Down tenha um acompanhamento médico mais próximo das suas condições gerais de saúde, bem como a orientação de um nutricionista para ter uma alimentação adequada às suas necessidades. O apoio de um psicólogo para ela e a sua família também deve ser considerado.

Quais os melhores exercícios físicos para quem tem síndrome de Down?

Vacinação - a vacina BCG é a principal forma de prevenção contra a tuberculose. Ela protege parcialmente o organismo da doença e evita formas mais graves, como a meningite tuberculosa. Deve ser aplicada em todas as crianças a partir do nascimento.

Prevenção secundária - outra forma de evitar a doença é a prevenção secundária com um dos antibióticos usados no tratamento da tuberculose. Esta proteção é recomendada para quem convive com a pessoa doente, seja na casa ou no trabalho, após exames e avaliação de um médico.

Hábitos de vida saudáveis - são fundamentais para evitar a doença. Pessoas que praticam exercícios físicos regularmente, que têm uma alimentação adequada e que evitam o cigarro, as drogas e o álcool têm o organismo mais forte e resistente contra doenças.

Ambiente limpo - como o contágio acontece por meio de tosse, espirro e gotículas que a pessoa pode espalhar quando fala, mantenha a casa limpa e ventilada e deixe o sol entrar.

O tratamento da tuberculose deve ser feito por, no mínimo, seis meses. Jamais pare de tomar os medicamentos prescritos, por mais que sinta uma melhora nos primeiros meses. A interrupção do tratamento contribui para o surgimento de bacilos resistentes, dificultando a cura. Por outro lado, com o tratamento feito de forma correta, as chances de cura são de 95%.

Em caso de dúvida, procure um médico o quanto antes para que ele possa fazer uma avaliação clínica e pedir os exames necessários. Normalmente, o diagnóstico é feito por meio de um exame de escarro e da radiografia de tórax. Quanto mais cedo a doença for detectada, maiores as chances de cura.

É importante não se automedicar e adotar soluções que foram boas para outras pessoas, mas que não tenham sido recomendadas pelo seu médico. Só ele pode dar o diagnóstico correto e indicar o melhor tratamento para o seu caso. E não deixe de fazer o tratamento indicado só porque teve uma melhora inicial, isto pode agravar ainda mais o problema. Siga todas as orientações do médico a risca.

Referências

https://www.downs-syndrome.org.uk/for-people-with-downs-syndrome/health/healthy-eating-and-exercise/ – acessado em 17/03/2018
http://trace.tennessee.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=2703&context=utk_chanhonoproj – acessado em 17/03/2018
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cuidados_saude_pessoas_sindorme_down.pdf – acessado em 17/03/2018
https://sindromedownnavarra.org/preguntas-frecuentes/ – acessado em 17/03/2018
http://trace.tennessee.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=2703&context=utk_chanhonoproj – acessado em 17/03/2018
 

Responsável pelo Conteúdo:
Dr. Rodolfo Pires de Albuquerque
CRM: 40.137
Diretor Médico do Grupo NotreDame Intermédica

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