Uso incorreto do celular pode causar danos na coluna cervical

Saúde e Bem-Estar -

O uso incorreto de celulares, tablets e outros dispositivos móveis podem comprometer a boa postura de uma pessoa. Em posição neutra, a cabeça de um adulto pesa entre 4,5 e 5,4 quilos. Dependendo inclinação da cabeça para utilizar celular, podem ser gerados um peso extra de 27 quilos sobre o pescoço, além de sérios problemas de saúde a médio e longo prazo. Esse peso é correspondente a uma criança de oito anos.
 
Além de dores no pescoço, a posição curvada pode causar dores de cabeça e até hérnia de disco. Para evitar danos futuros na coluna cervical, o ideal é que o aparelho seja elevado até que o centro da tela fique na altura dos olhos. “O correto é direcionar a visão e não o pescoço até o celular”, explica Liége Mentz-Rosano, médica ortopedista do Grupo NotreDame Intermédica.
 
Na imagem abaixo, é possível ver toda a pressão exercida na região cervical por conta da postura incorreta ao utilizar o smartphone:
 
 
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% da população mundial têm, teve ou terá dores nas costas provocados por problemas de coluna e postura errada. No Brasil, os dados também são alarmantes: cerca de 30% da população do País apresenta algum caso de dor crônica na coluna.
 
A má postura é uma das principais causas de dores crônicas na coluna, além de questões hereditárias, excesso de peso, movimentos repetitivos, sedentarismo e traumas na região. 
 

SUMÁRIO

Como prevenir problemas causados pela má postura?

Mudar alguns hábitos diários, seja em casa ou no ambiente de trabalho, pode fazer toda a diferença:
  • Evite debruçar-se sobre sua mesa de trabalho;
  • Tente manter uma rotina de exercícios físicos: eles fortalecerão seus músculos;
  • Sempre que possível, vale a pena alongar o pescoço para a direita e esquerda;
  • Evite cadeiras muito macias;
  • Rolos de espuma ou EVA para a região lombar (comprados em lojas de artigos ortopédicos) podem ser bons aliados no trabalho ou no carro;
  • Escolha um colchão que mantenha sua espinha ereta;
  • O travesseiro deve manter a cabeça alinhada ao pescoço e à coluna. 

Dores mais comuns:

Lombalgia: é a dor mais frequente de coluna. É caracterizada por dor na região lombar. Nos casos agudos, é normalmente confundida com um “mau jeito” nas costas. Quando crônica, o incômodo é menos intenso, mas quase permanente.
 
A dor ciática geralmente é uma dor que irradia na distribuição do nervo ciático. Portanto, a ciática é um sintoma e não uma doença propriamente dita. Entre as causas da dor ciática destacam-se a hérnia de disco, protrusão discal, abaulamento discal, estenose da coluna vertebral, espondilolistese, Síndrome do piriforme, fratura na coluna, cistos, tumores e infecções. Existem também os osteófitos, que são ossos “extras” em localizações não habituais. São popularmente conhecidos como “Bico de Papagaio” e podem ser formados por um osso normal que deformou na tentativa do nosso organismo de diminuir o movimento excessivo entre as articulações (instabilidade anormal).
 
Outra doença comum e bastante conhecida é a artrose, decorrente do processo natural de envelhecimento e que pode afetar qualquer região da coluna.

Cirurgias e Infiltrações: Quando são indicadas?

Segundo a Dra. Liége, infiltrações e procedimentos cirúrgicos devem ser indicados somente em casos extremos, quando há falha no tratamento clínico ou em outras circunstâncias, como sinais de compressão radicular importante, perda de força súbita, liberação de esfíncter, fraturas e tumores. 
 
“E nunca é demais falar que qualquer tratamento deve ser aconselhado e acompanhado por um profissional da saúde. O ideal é que o paciente seja atendido por uma equipe multidisciplinar. Este tratamento pode envolver fisioterapia, acupuntura, nutrição, educação física e, em alguns casos, até mesmo psicologia e terapia ocupacional”, pondera a especialista do Grupo NotreDame Intermédica. 

Referências

CNN: Your smartphone is a pain in the neck - acessado em 28/05/2018

 

Responsável pelo Conteúdo:
Dr. Rodolfo Pires de Albuquerque
CRM: 40.137
Diretor Médico do Grupo NotreDame Intermédica

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