Confira 10 razões para a queda de cabelos

Saúde e Bem-Estar -

Existem inúmeras causas para a queda de cabelo: excesso de hormônios, falta de vitaminas, uso de alguns medicamentos, doenças crônicas e até mesmo algumas infecções virais podem propiciar a perda dos fios. Confira os 10 principais motivos e saiba como evitar que os cabelos caiam de forma excessiva.

Queda de cabelo pós-covid-19

De acordo com pesquisadores de universidades dos Estados Unidos, do México e da Suécia, uma a cada quatro pessoas que tiveram coronavírus sofreram quedas de cabelo após a infecção. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o quadro é reversível – ou seja, o crescimento dos fios se normaliza em até três meses – e acontece por diversas causas: a febre alta e a dificuldade de respirar são as mais frequentes. Isto porque os sintomas podem reduzir a oxigenação do folículo capilar, causando a queda dos fios. O uso de alguns medicamentos, como anticoagulantes, também pode causar o efeito.

Embora a queda de cabelo pós-covid tenha sido alarmante, outras doenças infecciosas, como a pneumonia, também podem causar esse sintoma.

Mudança de estação

Se a queda de cabelo começou no outono, a época do ano pode ser a causa. No verão, perde-se cerca 70 fios por dia; já nas estações mais frias, é comum perder de 100 fios em diante. Isto acontece porque as células do folículo piloso ficam mais sensíveis no frio – assim como a pele ou os lábios. Além disso, há mais oleosidade no couro cabeludo, pois o organismo busca formas de manter o equilíbrio da temperatura corporal e acaba produzindo mais óleo natural – o que contribui para a queda dos fios.

Estresse

O excesso de cortisol durante ondas de sentimentos intensos, como estresse, depressão e ansiedade, aumenta a inflamação dos fios e afeta a saúde dos cabelos. A queda por acontecer meses após um evento ou situação de extremo estresse.

Disfunção na tireoide

A glândula tireoide é poderosa para controlar todos os ciclos do organismo. O problema é quando existe alguma disfunção, como o hipertireoidismo ou hipotireoidismo – quando ela funciona de forma muito rápida ou muito devagar, respectivamente. Na versão acelerada, a glândula produz em excesso os hormônios T3 e T4 e faz com que o ciclo do cabelo seja mais rápido do que o normal, por isso os fios caem antes da hora e podem deixar a cabeça à mostra; já no hipotireoidismo, a produção desses dois hormônios sofrem atraso, o que dificulta a produção dos fios, fazendo com que eles sejam fracos ou demorem muito para crescer.

Falta de nutrientes importantes

Alguns nutrientes são fundamentais para a saúde capilar, como ferro, zinco, cobre e proteínas. Quando há inflamações intestinais – principalmente no caso da doença de Crohn – o intestino manda embora os alimentos sem antes absorver essas substâncias, causando impacto na saúde das madeixas.

Mas, não é só o intestino responsável pela falta de absorção de vitaminas no organismo: dietas restritivas que não sigam as recomendações de nutricionistas também podem causar quedas de cabelo, pois a pessoa não consome todos os nutrientes que precisa e sofre com um déficit nutricional.

Alopecia areata

A doença é inflamatória e autoimune, ou seja, os anticorpos da pessoa atacam diretamente as células dos folículos pilosos e, consequentemente, formam falhas circulares na cabeça, sobrancelha ou barba. Para controlar a alopecia, além de um acompanhamento com dermatologista, é importante tratamento psicológico, pois há gatilhos emocionais que propiciam a queda de cabelo mais acentuada.

Anemia

Um dos principais sintomas da anemia é a queda de cabelo. A deficiência de ferro no organismo atinge 30% da população do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e conta com um déficit de oxigênio, que afeta a resistência dos fios.

Uso de medicamentos

Sabe-se que os medicamentos usados nos tratamentos para o câncer, como a quimioterapia, tendem a fazer com que o cabelo caia em excesso. Mas, este não é o único medicamento que tem esse efeito colateral: remédios antidepressivos, anticoagulantes e para pressão alta também podem afetar a saúde capilar. Além disso, medicamentos que incluem metotrexato, lítio e ibuprofeno na fórmula também podem ter o efeito colateral.

Hormônios

As alterações hormonais podem fazer algumas pessoas perderem os cabelos. Ao trocar de método anticoncepcional hormonal, como a pílula e o DIU Mirena, é possível que haja queda de cabelo temporária, até o corpo se adaptar. A gravidez também pode propiciar a perda dos fios pelo excesso do hormônio progesterona, que causa ressecamento dos cabelos. Outra causa muito comum nas gestantes é o estresse pós-parto junto com as mudanças hormonais que continuam acontecendo – neste caso, é comum que a queda comece três meses após o parto.

Síndrome do ovário policístico

Mulheres com a síndrome de ovário policístico tem chances maiores de desenvolverem a alopecia androgenética – popularmente chamada de calvície. O termo “andro” se refere ao hormônio masculino, a testosterona, e é justamente ela (em excesso) que torna os fios mais fracos e finos – por isso, homens são mais suscetíveis à calvície. Mas o que essa síndrome tem a ver? Mulheres que tem formação de pequenos e múltiplos cistos no ovário produzem altos níveis de testosterona, o que pode propiciar o enfraquecimento do cabelo, além da presença de acne e pelo em excesso.

Como tratar?

Uma alimentação rica em nutrientes e evitar lavar o cabelo com água muito quente são ações que podem ajudar a evitar as quedas. Mas, o primeiro passo é descobrir a causa: a queda de cabelo está associada a outras doenças ou hormônios? Existem gatilhos emocionais? Falta de vitamina ou doença dermatológica? Descobrindo isso, é necessário passar com um especialista para iniciar o tratamento adequado. De nada vai adiantar tomar medicamentos para queda de cabelo e utilizar shampoos especiais se o problema for na tireoide, por exemplo: neste caso, basta tratar a disfunção que o cabelo vai para de cair.

Referências

Fonte: Grupo NotreDame Intermédica com informações dos portais Uol Viva Bem, BBC Brasil, Minha Vida, Tua saúde, Sociedade Brasileira de Dermatologia e Veja Saúde. – acesso em 14/05/2021.

Responsável pelo Conteúdo:
Dr. Rodolfo Pires de Albuquerque
CRM: 40.137
Diretor Médico do Grupo NotreDame Intermédica

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