Especialista explica como lidar com o luto na pandemia

Saúde e Bem-Estar -

Com a reclusão em casa e o desafio de lidar com uma rotina atípica para a maioria das pessoas, a saúde mental pode chegar ao limite da exaustão. Nesse contexto, os serviços de psicologia do GNDI têm sido fundamentais para lidar com os vários tipos de luto impostos pela pandemia da Covid-19.

Mas, o que são esses lutos e como lidar com eles? Em entrevista ao Blog, a psicóloga do GNDI Sul, Jéssica Caroline Leandro de Almeida (CRP- PR 08/19468), compartilha alguns conselhos para que cada um tenha uma melhor compreensão do que está sentindo nesses momentos.

"O que vivemos, atualmente, é um luto coletivo, quando o luto é desencadeado por alguma catástrofe, acarretando profunda angústia e abalando a forma como vivemos, tornando todos vulneráveis. Isto se estende a nações e etnias”, explica Jéssica. “O luto antecipatório, característico pela iminência de uma perda, também está presente".

É importante estar atento aos seguintes sintomas descritos abaixo que, caso sejam constantes, são um alerta para que um médico avalie sua saúde mental:

  • Descuido com tarefas do dia a dia, como higiene, tarefas domésticas ou no ambiente de trabalho/estudos.
  • Falta ou excesso de apetite e de sono.
  • Uso frequente de álcool, outras substâncias psicoativas e medicações
  • Desânimo, falta de energia, irritabilidade ou ataques de raiva.
  • Dificuldades de manter atenção, concentração e dores no corpo.
  • Pensamentos de morte ou suicídio.

Veja abaixo a lista de oito maneiras para lidar com o luto durante a pandemia:

Mulher cabisbaixa ao lado de uma janela

Se permita viver o luto

Quando perdemos alguém próximo, podemos sentir muitas emoções diferentes ao mesmo tempo. O luto é difícil e inevitável porque sofremos pela perda de alguém que amamos e isso pede um tempo de reflexão; permita-se esses momentos de introspecção.

Cuide das suas emoções e as tenha como aliadas para superar este momento

Não se preocupe se sentir tristeza, raiva, angústia, solidão, culpa ou até alívio. Nossas emoções tendem a ficar misturadas e intensas, mas é a partir da organização delas e de nossos pensamentos que superamos o momento.

Fique atento aos seus pensamentos e comportamentos

Os pensamentos podem parecer confusos, oscilando entre a aceitação e a negação da realidade. Já se isolar ou evitar contato com as pessoas pode sinalizar que você precisa urgentemente de ajuda.

Não faça e nem aceite cobranças. A forma que cada um vive o luto é singular

O luto é um processo individual. Não há um tempo determinado e nem um jeito padrão ou mais fácil de passar por ele.

É importante lembrar que a vida continua

É importante voltar à rotina aos poucos porque sua vida precisa seguir. Alimente-se adequadamente, cuide de sua saúde, esteja próximo das pessoas que ama, mesmo que seja de forma on-line ou por telefone. Este acolhimento lhe fará bem.

Quando a saudade bater, se possível, busque quem você sente falta

Procure se aproximar das pessoas que possam te acolher, conversar sobre quem você sente falta. Veja fotos, compartilhe lembranças com pessoas conhecidas e fale do momento. Se estiver sozinho, tente se lembrar de momentos felizes e reflita sobre tudo que aprendeu com a pessoa. Por mais que não encontre a pessoa fisicamente, você terá a melhor versão dela em suas memórias e lá ela sempre estará disponível para você.

A assimilação e a aceitação não devem ser encaradas como esquecimento do luto

Elaborar e superar o luto não significa esquecer da perda, mas sim tê-la de um jeito bom em seus pensamentos sem sofrimento ao lembrar. É um processo natural que vai se consolidando na velocidade certa para cada um de nós, ou seja, conforme as emoções dão conta de lidar.

Aceite ser cuidado por alguém

Busque ajuda de um psicólogo: este profissional vai ajudar você a cuidar das suas emoções e a transformar a dor da perda numa saudade boa e num amor eternizado em suas memórias e em seu coração.

Referências

Fonte: Grupo NotreDame Intermédica com a colaboração da psicóloga do GNDI Sul, Jéssica Caroline Leandro de Almeida.

Responsável pelo Conteúdo:
Dr. Rodolfo Pires de Albuquerque
CRM: 40.137
Diretor Médico do Grupo NotreDame Intermédica

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