Hipertensão: a doença que atinge metade da população idosa

Saúde e Bem-Estar -

Segundo pesquisa do Ministério da Saúde, 35% da população brasileira tem hipertensão, mas metade não sabe que é portador da doença. Isto porque ela só apresenta sintomas quando está muito avançada e comprometeu parte do organismo. A incidência da enfermidade aumenta com a idade: estima-se que a hipertensão atinja mais de 50% das pessoas acima de 65 anos.

Neste artigo, o Grupo NotreDame Intermédica tira todas as suas dúvidas sobre infarto.

SUMÁRIO

Causa e efeito

Os vasos sanguíneos se contraem e fazem força para que o sangue consiga passar pelas artérias e levar oxigênio para todo o corpo depois de ser bombeado pelo coração. Quando a pessoa é hipertensa, a pressão é tanta que as paredes dos vasos ficam mais firmes e estreitas – daí surge o termo “pressão alta”.

O pequeno espaço é propício para que partículas de gordura ou coágulos fiquem presos, podendo ocasionar um infarto ou, ainda, o coágulo pode se desprender e entupir um vaso do cérebro, causando um AVC (acidente vascular cerebral). Os rins também são afetados pela hipertensão, pois a pressão alta do sangue danifica as artérias do órgão que perde a capacidade de filtrar o sangue com o tempo.

Sintomas

A hipertensão é uma doença silenciosa. A única maneira de saber se a pessoa tem a doença é medindo a pressão.

Fatores de risco

Há diversos fatores que fazem com que a pressão suba. São eles:

Idade: estima-se que cerca de 50% das pessoas com mais de 65 anos têm hipertensão. Os riscos aumentam 80% com a idade avançada. Isso acontece porque as artérias perdem a flexibilidade com o tempo.

Hereditariedade: segundo o Ministério da Saúde, 90% dos portadores da doença herdaram dos pais.

Tabagismo e alcoolismo: bebidas alcóolicas e a nicotina elevam a pressão arterial, por isso, são grandes vilões para hipertensos.

Alimentação: Alimentos com muito sal podem fazer o volume de sangue aumentar nas veias e artérias. Isto acontece por conta das substâncias presentes no sal de cozinha, que atraem mais moléculas de água para alcançar um equilíbrio. Desta forma, quanto mais sal no sangue, maior o volume de água acumulado e a volume em circulação do sangue aumenta. Por isso, as pessoas sentem sede quando consomem algo com muito sal.

Sedentarismo e obesidade: praticar exercícios físicos é uma ação importante pa

ra evitar o surgimento ou piora da hipertensão. O sedentarismo e o excesso de peso são prejudiciais para a pressão arterial, já que o coração não é “desafiado” a trabalhar de forma correta e os vasos podem ficar mais rígidos.

Diagnóstico

O exame é simples, feito por meio de um aparelho que mede a pressão. O profissional de saúde comprime o braço do paciente e ouve os batimentos com um estetoscópio. A unidade de medida utilizada é o milímetro de mercúrio (mmHg). A pressão normal e recomendável é a 120 x 80 mmhg – ou, mais conhecido popularmente, 12 por 8.

O primeiro número é chamado de pressão máxima, ou sistólica, e é medido quando o coração libera o sangue. O segundo é a pressão mínima, ou diastólica, e é registrada no momento em que o som muda ou desaparece.

Tratamento

A hipertensão é uma doença crônica e não tem cura. No entanto, o paciente pode realizar um tratamento adequado e frequente, que deve ser escolhido pelo médico. Drogas inibidoras da ECA, betabloqueadores, diuréticos e antagonistas de cálcio podem ser algumas das opções recomendadas pelo especialista.

Prevenção

Para manter a saúde em dia e evitar o desenvolvimento da hipertensão, o paciente pode:

- Mudar hábitos alimentares

- Praticar atividades físicas regulares

- Parar de fumar e de beber

- Moderar o consumo de álcool

- Controlar o diabetes

Referências

Grupo NotreDame Intermédica com informações de Minuto Saudável e DrAuzio Varella. Acesso em 24/09/2019.  

Responsável pelo Conteúdo:
Dr. Rodolfo Pires de Albuquerque
CRM: 40.137
Diretor Médico do Grupo NotreDame Intermédica

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