É seguro doar sangue durante a quarentena?

Saúde e Bem-Estar -

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada mil brasileiros, apenas 16 doam sangue. Em março, quando a pandemia do novo Coronavírus invadiu o País, houve redução de 30% das doações. No inverno, como há mais chances de resfriado, o índice tende a cair ainda mais – motivo pelo qual 14 de junho foi escolhido para a celebração do Dia Nacional da Doação de Sangue, data de conscientização a esse ato de solidariedade.

Embora o medo de contrair o vírus ao sair de casa seja um dos principais impeditivos para a doação de sangue, o Ministério da Saúde afirma que a atividade é segura: os hemocentros estão localizados onde não há riscos de contaminação e todos os profissionais são devidamente paramentados. Além disso, muitos bancos de sangue fazem agendamento on-line para evitar aglomerações de pessoas.

Neste artigo, o Grupo NotreDame Intermédica mostra quais são os cuidados e como funciona a doação na quarentena.

Pessoa com braço estendido e profissional da saúde realizando procedimento para doação de sangue

Quem pode doar sangue?

Para doar sangue é preciso ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 kg e ter a saúde em dia, ou seja, sem doenças infecciosas e transmissíveis. É possível doar sangue várias vezes na vida, mas com intervalos de tempo para que o organismo reponha todos os componentes do sangue antes da próxima doação. Para os homens, isso pode demorar até 60 dias - por isso, podem doar no máximo quatro vezes por ano; já as mulheres precisam esperar pelo menos 90 dias, e só podem doar três vezes a cada 12 meses.

Há alguns fatores que impedem a doação de forma temporária, como a gravidez e amamentação; ter feito tatuagem ou maquiagens definitivas; ter maior risco de adquirir doenças sexualmente transmissíveis ou o uso de alguns medicamentos no último ano. Quem é portador de HIV, tem problema de coagulação, doenças no pulmão, coração, rins ou fígado, ou já teve hepatite, malária, hanseníase, elefantíase, calazar ou câncer, não podem doar sangue de forma definitiva.

O procedimento completo, incluindo cadastro, triagem, testes e coleta dura cerca de 40 minutos. Após a doação, é recomendável que o doador fique no Banco de Sangue por mais 15 minutos, beba bastante líquido, evite esforços, não ingira bebida alcoólica ou fume por pelo menos duas horas.

Como funciona durante a pandemia?

Como uma forma de evitar aglomerações e para que não haja riscos de transmissão do Coronavírus, muitos hemocentros indicam o agendamento on-line individual para doações. Para fazer a inscrição, basta entrar no site do banco sanguíneo de sua preferência e verificar a disponibilidade. Para isso, você pode consultar o site do Ministério da Saúde.

Com a pandemia, algumas regras também foram adicionadas para garantir segurança: além dos requisitos padrão, agora quem for diagnosticado com Coronavírus, estiver com suspeita e sintomas da doença ou tiver tido contato com pessoas infectadas não devem doar sangue por pelo menos 30 dias após a recuperação completa. Pessoas gripadas ou resfriadas devem seguir a mesma regra.

É seguro receber sangue durante a pandemia?

Antes de o sangue ir do doador para o receptor, ele passa por uma série de procedimentos, que incluem exames laboratoriais para ver se há alguma doença, testes de identificação de tipo sanguíneo e de fator Rh. Além disso, o sangue é fracionado para separar os componentes sanguíneos – hemácias, plaquetas e plasma.

Enquanto não saem os resultados, ele fica em uma espécie de quarentena. O procedimento completo pode demorar aproximadamente 24 horas e o sangue só é liberado para transfusão quando os resultados dão negativo para os testes sorológicos. Depois, cada parte do sangue vai para quem precisa, de acordo com o tipo sanguíneo e o fator Rh.

Para onde vai o sangue

Cada doação pode salvar até quatro pessoas. Isto porque o volume coletado é pensado em todos os testes e frações. São 450 ml divididos em quatro tipos de transfusão:

- Concentrado de hemácias: para pessoas com anemia.

- Plaquetas: destinado a pacientes com deficiência ou mau funcionamento de plaqueta.

- Plasma: para ajudar na coagulação.

- Crioprecipitada: outro componente que ajuda quem precisa de controle de sangramento.

Cuidados para doar sangue sem deixar a saúde de lado

Para não colocar a própria vida em risco ao ajudar outras pessoas, é preciso tomar alguns cuidados durante a pandemia:

- Medidas de higiene: lavar as mãos corretamente com água e sabão ou passar álcool em gel são essenciais para combater o Coronavírus. Isto porque esses produtos possuem propriedade que destroem a camada de proteção do vírus.

- Equipamento de proteção pessoal: as máscaras de pano são os acessórios mais indicados para proteger a si próprio e a outras pessoas, já que bloqueiam a boca e o nariz – principais locais por onde o vírus entra e sai. Mas, para que sejam eficazes, é importante que cubram o nariz inteiro, a boca e o queixo – elas não devem ser muito apertadas ou largas e não devem ser tocadas.

- Distanciamento: as máscaras não substituem o distanciamento. Por isso, manter a distância de pelo menos 1,8 metro de outras pessoas é essencial.

- Informação: a Covid-19 é uma doença recente que passa por descobertas diárias. Mesmo com tantas notícias sobre tratamentos, sintomas e formas de prevenção, ainda é comum a disseminação de Fake News. Quem acredita em mentiras veiculadas pelas redes sociais ou aplicativos de conversa pode até correr risco de vida ao colocar aquela ação em prática. Sendo assim, é importante filtrar as informações e se basear naquelas que aparecem em vários canais confiáveis.

Referências

Fonte: Grupo NotreDame Intermédica com informações do Ministério da Saúde e dos sites: Galileu e Uol. – acesso em 22/05/2020

Responsável pelo Conteúdo:
Dr. Rodolfo Pires de Albuquerque
CRM: 40.137
Diretor Médico do Grupo NotreDame Intermédica

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