8 causas da infertilidade feminina

Saúde e Bem-Estar -

Primeiramente, é preciso esclarecer que a infertilidade é reconhecida quando o casal, durante 12 meses de tentativas, não consegue engravidar mesmo mantendo relações sexuais frequentes e sem o uso de contraceptivos.

De modo geral, a infertilidade feminina pode estar relacionada a fatores genéticos, imunológicos, anatômicos, infecciosos e hormonais. Por isso, é fundamental contar com a experiência de um médico para investigar as causas.

Os principais sinais de alerta para a mulher são a irregularidade do ciclo menstrual e a piora de cólicas. Outras mudanças que precisam ser observadas são dor na hora da relação sexual, aumento de pelos no corpo, perda de libido etc.

Mulher sentada segurando um teste de gravidez

Causas da infertilidade feminina

  • Idade: esse é o principal fator que afeta a fertilidade da mulher. As mulheres nascem com um número limitado de óvulos que, com o passar do tempo, vão sendo eliminados até se esgotarem (fase conhecida como menopausa). A partir dos 30 anos, as chances de gravidez começam a diminuir, sendo que aos 40 anos a mulher tem apenas 5% de chance de engravidar a cada mês. Também, quanto mais tardia a gestação, maior é a possibilidade de aborto e má-formação fetal.

  • Doença tubária e aderências pélvicas: é nas tubas uterinas (trompas de Falópio) que o espermatozoide se encontra com o óvulo e acontece a fertilização. Dali, o embrião migra para o útero, onde irá se desenvolver. Quando as tubas apresentam algum bloqueio ou condição que cause acúmulo de tecido cicatricial (aderência), dificulta a chegada do embrião ao ovário. As doenças tubárias podem ser provocadas por infecções sexualmente transmissíveis (IST), como clamídia, gonococo, ureaplasma e micoplasma.

  • Distúrbios hormonais: podem levar a irregularidades do ciclo menstrual e, consequentemente, à maior dificuldade de engravidar. Dentre os distúrbios mais comuns estão hipertireoidismo, hipotireoidismo e ovário policístico.

  • Endometriose: estudos apontam a relação entre a endometriose e a infertilidade feminina, porém, ainda são se chegou a um consenso sobre os motivos que levam isso a acontecer. No entanto, sabe-se que se a endometriose for tratada ocorre o restabelecimento da fertilidade.

  • Miomas e pólipos no útero: essas condições dificultam a fixação do embrião no útero, mas podem ser revertidas por meio de cirurgia.

  • Causas autoimunes e genéticas: doenças imunológicas geralmente acarretam dificuldade de engravidar e podem elevar o risco de abortamentos. Mulheres portadoras de alterações genéticas também têm maior dificuldade de gestar e manter a gestação.

  • Disfunção ovulatória: alguns exemplos são menopausa precoce, síndrome do ovário policístico, síndrome da anovulação (não ovulação), hiperprolactinemia (aumento dos níveis sanguíneos da prolactina, que é um hormônio relacionado à lactação).

  • Estilo de vida: alguns hábitos interferem negativamente na fecundidade e podem se tornar obstáculos na hora que a mulher tenta engravidar, dentre eles estão exposição à radiação, uso de determinados medicamentos, tabagismo, obesidade e peso muito abaixo do adequado.

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Diagnóstico e tratamento

Para diagnosticar problemas na fertilidade feminina, é preciso realizar uma série de exames de sangue em determinadas épocas do ciclo menstrual para avaliar a dosagem hormonal, por exemplo FSH, LH, TSH, estradiol, progesterona, prolactina, hormônios androgênicos e anti-mulleriano.

Complementarmente, podem ser solicitados exames de imagem, como ultrassonografias e histerossalpingografia.

O tratamento depende do caso, variando desde prescrição de medicamentos até cirurgias e reprodução assistida.

Referências

Fonte: Tua Saúde e Biblioteca Virtual em Saúde - Ministério da Saúde

Responsável pelo Conteúdo:
Dr. Rodolfo Pires de Albuquerque
CRM: 40.137
Diretor Médico do Grupo NotreDame Intermédica

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