Situações que podem levar ao aborto

Saúde e Bem-Estar -

O aborto espontâneo é uma situação comum, que ocorre em cerca de 20% das gestações – o que equivale 1 caso a cada 5 gestações. Aproximadamente 85% dos abortos acontecem até o 3º mês de gestação (aproximadamente 12 semanas).

A maioria dos abortos espontâneos ocorre devido a um problema no feto (doença genética). Outras causas menos comuns envolvem a saúde da mulher, como anomalias no útero, infecções e alterações de coagulação do sangue (trombofilias).

É importante ressaltar, entretanto, que o trauma psicológico ou choque emocional repentino – como após receber más notícias – e ferimentos leves, como escorregões e quedas, não estão relacionados ao aborto espontâneo.

Mulher grávida de perfil, em pé, com as mãos na barriga.

Fatores de risco

Os fatores de risco para aborto espontâneo incluem:

  • Idade materna avançada (acima de 35 anos);
  • Uso de substâncias (álcool, tabaco e cocaína);
  • Anomalias do útero (útero septado e incompetência istmocervical);
  • Infecções como rubéola ou toxoplasmose;
  • Doenças graves não tratadas: hipertensão, diabetes, lúpus e problemas na tireoide.

Sangramentos

O sinal mais importante é a presença de sangramento vaginal, que pode ser vermelho vivo ou escuro. Porém, nem todos os sangramentos durante a gestação significam que a mulher está tendo um aborto espontâneo. Em aproximadamente 50% dos casos a gravidez prossegue sem problema nenhum.

Se uma gestante tiver sangramento e cólicas durante as primeiras 20 semanas de gestação, ela deve procurar um médico que avaliará e determinará se há probabilidade de sofrer aborto espontâneo.

O médico examina o colo do útero para avaliar se ele está dilatando. Se não estiver, talvez seja possível que a gravidez prossiga. Caso a dilatação esteja ocorrendo, é muito provável que esteja acontecendo o aborto espontâneo. Nesse momento, geralmente também se faz ultrassonografia.

Ultrassonografia

A ultrassonografia pode ser usada para determinar se o feto ainda está vivo ou se o aborto espontâneo já ocorreu. A ultrassonografia também pode mostrar se existem restos ovulares no útero, o que caracteriza um abortamento incompleto.

Tratamento

Se um aborto espontâneo aconteceu e o feto e a placenta foram completamente expelidos, não é necessário nenhum tratamento. Se algum tecido do feto ou da placenta permanecer no útero, o médico pode aguardar até que ocorra a expulsão completa ou pode utilizar medicamentos que ajudem a expelir o conteúdo de dentro do útero.

Prevenção

Via de regra, não há nada que a mulher possa fazer para evitar um aborto espontâneo. Caso a mulher tenha tido um pouco de sangramento ou cólicas durante as primeiras 20 semanas de gestação, é possível que o médico recomende à mulher que evite praticar atividade física em excesso e fique em repouso. Porém, não há comprovação de que isso, de fato, ajude.

Recuperação

É normal que mulher sinta tristeza, raiva e culpa após ter tido um aborto espontâneo. A mulher deve considerar conversar com alguém, preferencialmente um psicólogo, caso esteja sofrendo. A mulher precisa se lembrar de que é muito pouco provável que tenha feito algo que possa ter provocado o aborto espontâneo.

Se a mulher estiver preocupada em ter outro aborto espontâneo, ela deve conversar com o médico, que explicará alguns tipos de exames que podem ser realizados. Deve saber que muitas mulheres que tiveram abortos espontâneos conseguiram engravidar novamente e ter bebês saudáveis.

Quanto tempo após sofrer um aborto espontâneo eu poderei tentar engravidar novamente?

O tempo médio varia entre 30 e 90 dias após o aborto, a depender da orientação do médico que está acompanhando cada caso.

Referências

Tratado de obstetrícia Febrasgo/editores: Cesar Eduardo Fernandes e Marcos Felipe Silva de Sá. Coordenação: Corintio Mariani Neto – 1ª edição – Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.

Zugaib, Marcelo. Zugaib Obstetrícia – 3ª edição – Barueri/SP: Manole, 2016; p265.

Zugaib, Marcelo; Bittar, Roberto Eduardo; Francisco, Rossana Pulcineli V. Protocolos Assistenciais da Clínica Obstétrica da Faculdade de Medicina da USP – 5ª edição – São Paulo: Atheneu, 2015; p91.

Responsável pelo Conteúdo:
Dr. Rodolfo Pires de Albuquerque
CRM: 40.137
Diretor Médico do Grupo NotreDame Intermédica

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