A osteoporose costuma agir em silêncio: quando a primeira fratura acontece, o desgaste dos ossos já vem de longe. Mais de 10 milhões de brasileiros convivem com a condição, segundo a Federação Internacional de Osteoporose, e muitos só recebem o diagnóstico após uma queda ou até mesmo um movimento simples do dia a dia.
O desafio está justamente na ausência de sintomas claros nas fases iniciais. Por isso, reconhecer os sinais precoces que o corpo apresenta, como mudanças na postura, perda de altura ou dores nas costas sem causa aparente, pode fazer toda a diferença para prevenir complicações e preservar a qualidade de vida.
Você vai entender o que é a osteoporose, quais são suas causas, quais sinais merecem atenção e como agir a tempo por meio de hábitos saudáveis, exames e acompanhamento profissional.
O que é osteoporose e o que causa essa condição?
A osteoporose é uma doença caracterizada pela perda progressiva de massa e qualidade óssea, tornando os ossos mais porosos, frágeis e suscetíveis a fraturas. O que mais assusta é que essas fraturas podem acontecer com traumas leves: um tropeço, um movimento brusco ou até um espirro forte.
A condição evolui de forma gradual e pode passar anos sem ser percebida. Na prática, o osso perde densidade mineral e sua estrutura interna se deteriora, comprometendo a resistência mecânica.
Isso aumenta o risco de fraturas principalmente na coluna vertebral, quadril, punho e costelas. Quando essas áreas são afetadas, as consequências incluem dor crônica, limitações funcionais e perda de autonomia.
O que causa osteoporose: fatores de risco que você precisa conhecer
Entender o que causa a osteoporose é essencial para identificar se você faz parte do grupo de risco. A doença não surge por um único motivo, mas sim pela combinação de fatores biológicos, hormonais e relacionados ao estilo de vida. Os principais são:
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Envelhecimento: a perda de massa óssea começa após os 30 anos.
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Menopausa: a queda do estrogênio acelera a fragilidade óssea nas mulheres.
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Sedentarismo: a falta de exercícios enfraquece os ossos.
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Má alimentação: ingestão insuficiente de cálcio e vitamina D prejudica a saúde óssea.
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Medicamentos e hábitos nocivos: uso prolongado de corticoides, tabagismo e álcool excessivo aumentam o risco.
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Histórico familiar e doenças associadas: algumas condições de saúde elevam a predisposição.
Os 7 sinais precoces da osteoporose que você não pode ignorar
Os primeiros sinais da osteoporose costumam ser sutis. Muita gente confunde com "coisas normais da idade" e deixa para lá. Mas quando você percebe mais de um desses sinais acontecendo ao mesmo tempo, vale buscar avaliação médica. Identificar essas mudanças cedo permite intervenções que podem prevenir fraturas graves.
1. Perda de altura progressiva (2 cm ou mais)
Sabe quando você percebe que suas roupas ficaram mais compridas ou que precisa ajustar o banco do carro com mais frequência? Isso pode ser mais do que uma impressão. Perder 2 centímetros ou mais de estatura pode indicar microfraturas ou achatamento das vértebras da coluna.
Uma dica prática é comparar sua altura atual com aquela registrada em documentos antigos, como carteira de habilitação, ou pedir ao seu médico para medir sua estatura a cada consulta.
2. Postura curvada ou "corcunda" (cifose dorsal)
A curvatura acentuada da parte superior das costas, também chamada de "corcunda de viúva", pode ser resultado de fraturas vertebrais por compressão. Além de impactar a aparência, essa mudança postural causa dores persistentes, cansaço muscular e até dificuldade para respirar profundamente.
3. Dor nas costas persistente sem trauma aparente
Dor nas costas que surge do nada, sem queda, esforço excessivo ou lesão, merece investigação. Em muitos casos, pode haver microfraturas vertebrais que passam despercebidas. Se a dor for contínua, limitar suas atividades diárias ou surgir de forma súbita, procure orientação médica.
4. Quedas mais frequentes ou perda de equilíbrio
Tropeços constantes, sensação de instabilidade ao caminhar ou dificuldade para levantar da cadeira podem indicar fraqueza muscular e problemas de equilíbrio. E isso é perigoso porque aumenta muito o risco de fraturas.
Vale a pena avaliar riscos dentro de casa: tapetes soltos, má iluminação, ausência de corrimãos. Além disso, exercícios de equilíbrio orientados por profissional de educação física ou fisioterapeuta fazem uma diferença enorme.
5. Força de preensão reduzida (dificuldade para segurar objetos)
Tem sentido dificuldade para abrir potes, carregar sacolas ou apertar as mãos de alguém? A força de preensão das mãos é um marcador importante de saúde muscular geral e está diretamente relacionada à densidade óssea. Estudos mostram que pessoas com pegada fraca têm maior risco de osteoporose e fraturas.
6. Unhas quebradiças e dentes abalados
Embora nem sempre relacionados diretamente, unhas que quebram com facilidade e dentes que amolecem podem refletir perda mineral sistêmica, afetando não só os ossos, mas estruturas associadas. Se você notou essas mudanças junto com outros sinais, converse com seu dentista e médico.
7. Cãibras frequentes e dores ósseas difusas
Cãibras musculares repetidas, especialmente à noite, podem indicar deficiência de cálcio ou magnésio. Dores ósseas generalizadas, sem localização específica, também merecem atenção. Embora possam ter várias causas, não devem ser ignoradas.
Quais são os 3 tipos de osteoporose?
Compreender os tipos de osteoporose ajuda você a entender por que diferentes pessoas desenvolvem a condição em momentos distintos da vida. Essa classificação também orienta o médico na escolha das melhores estratégias de prevenção e tratamento.
Osteoporose primária pós-menopausa (tipo I)
A queda dos níveis de estrogênio após a menopausa acelera a perda óssea, especialmente no osso trabecular, aquele tipo de tecido ósseo presente nas vértebras e punhos. Por isso, mulheres entre 50 e 65 anos têm maior risco de fraturas nesses locais.
A vigilância nas primeiras décadas pós-menopausa, com densitometria óssea e hábitos protetores como alimentação adequada, exercícios e suplementação quando necessário, faz enorme diferença na prevenção.
Osteoporose senil (tipo II)
Relacionada ao envelhecimento natural, afeta tanto homens quanto mulheres, geralmente após os 70 anos. A perda óssea é mais gradual e está associada à deficiência de cálcio e vitamina D, menor absorção intestinal de nutrientes e redução da massa muscular.
Fraturas de quadril são especialmente preocupantes nesse grupo, pois podem comprometer seriamente a mobilidade e autonomia.
Osteoporose secundária
É causada por doenças ou medicamentos que interferem no metabolismo ósseo. Exemplos incluem uso prolongado de corticoides para tratar asma, artrite ou doenças autoimunes, hipertireoidismo, doença celíaca não tratada, insuficiência renal crônica e hipogonadismo.
Se você faz uso contínuo de medicamentos ou tem alguma condição crônica, vale conversar com seu médico sobre o monitoramento da saúde óssea.
Quando a osteoporose é grave? Entenda os riscos
A forma grave da doença se manifesta por fraturas que acontecem com impactos mínimos: uma queda da própria altura, tosse forte ou até um movimento brusco ao se virar na cama.
A dor crônica incapacitante limita atividades diárias e compromete sono e bem-estar. Múltiplas fraturas vertebrais levam a deformidades na coluna, enquanto fraturas de quadril exigem cirurgia e podem causar perda de independência.
Após uma fratura vertebral, o risco de outra fratura nos próximos 12 meses aumenta em até 5 vezes, segundo a International Osteoporosis Foundation. Isso torna ainda mais importante a prevenção e o tratamento adequado desde os primeiros sinais.
Além das fraturas, a osteoporose grave pode resultar em medo constante de cair, levando ao isolamento social, necessidade de bengalas ou andadores, dependência de cuidadores e maior risco de hospitalizações. Por isso, prevenir quedas, fortalecer músculos e manter acompanhamento médico são essenciais para proteger sua saúde e independência.
O que é bom para combater a osteoporose?
Combater a osteoporose envolve uma abordagem integrada que inclui alimentação, atividade física, mudanças no estilo de vida e, quando necessário, tratamento medicamentoso orientado pelo médico.
Alimentação rica em cálcio e vitamina D
O cálcio é o principal mineral dos ossos, e a vitamina D é essencial para sua absorção. Inclua no seu prato leite, iogurte, queijos, sardinha, folhas verde-escuras como couve e brócolis, tofu, grão-de-bico e sementes de gergelim. Para vitamina D, vale exposição solar segura (10 a 15 minutos pela manhã), peixes gordos, ovos e alimentos fortificados.
Se seus exames indicarem deficiência, seu médico pode recomendar suplementação. Mas atenção: não se automedique, pois o excesso de vitamina D pode causar problemas sérios. O acompanhamento profissional garante que você receba a dose certa para suas necessidades.
Exercícios físicos: o melhor remédio para os ossos
Seus ossos respondem ao estresse mecânico ficando mais fortes. É por isso que exercícios são fundamentais na prevenção e tratamento da osteoporose.
Treinos de força, como musculação, uso de elásticos e exercícios com o peso corporal, estimulam a formação óssea. Exercícios de impacto controlado também ajudam bastante: caminhada, corrida leve, dança e subir escadas são ótimas opções. Já os treinos de equilíbrio, como tai chi chuan, pilates e yoga, reduzem o risco de quedas.
A recomendação geral é fazer pelo menos 30 minutos de atividade física, 5 vezes por semana, sempre com orientação profissional.
Mudanças no estilo de vida que fazem diferença
Se você fuma, esse é mais um motivo para parar: o tabagismo acelera a perda óssea e prejudica a circulação. O consumo excessivo de álcool também interfere na absorção de cálcio, então vale a pena moderar.
E não se esqueça de prevenir quedas em casa. Iluminação adequada, corrimãos instalados em escadas e banheiros, tapetes antiderrapantes e calçados seguros são investimentos simples que protegem você.
Como fica uma pessoa com osteoporose ?
Muitas pessoas convivem bem com osteoporose quando seguem o tratamento e adotam cuidados específicos. Atividades como subir escadas, carregar compras ou pegar netos no colo podem exigir mais esforço e pausas. Em casos mais graves, bengalas, andadores e adaptações em casa, como barras de apoio no banheiro, aumentam a segurança.
Com tratamento adequado, exercícios regulares e suporte profissional, muitas pessoas recuperam confiança, melhoram a força muscular e retomam suas atividades com segurança. O foco está em prevenir fraturas e manter sua autonomia e qualidade de vida.
Quando procurar avaliação médica e exames
Se você identificou um ou mais sinais descritos neste conteúdo, tem fatores de risco como menopausa, histórico familiar ou uso de corticoides, ou simplesmente quer cuidar da sua saúde óssea de forma preventiva, converse com seu médico.
Densitometria óssea: o exame que detecta osteoporose antes da fratura
A densitometria óssea, também conhecida como DEXA, é um exame rápido, indolor e não invasivo que mede a densidade mineral dos seus ossos, geralmente na coluna lombar e no quadril. O resultado vem em forma de T-score: acima de -1,0 é normal; entre -1,0 e -2,5 indica osteopenia (baixa massa óssea); igual ou menor que -2,5 caracteriza osteoporose.
Mulheres a partir dos 65 anos e homens a partir dos 70 devem fazer o exame. Mas se você é mulher na pós-menopausa com fatores de risco, usa corticoides por mais de 3 meses ou já teve fratura por fragilidade, não precisa esperar: procure avaliação agora.
Outros exames que complementam a investigação
As dosagens de vitamina D, cálcio e paratormônio avaliam a saúde metabólica dos seus ossos. A função tireoidiana também deve ser checada, já que o hipertireoidismo acelera a perda óssea. Testes de equilíbrio, força muscular e marcha completam a avaliação do risco de quedas.
Com esses dados, seu médico poderá indicar o tratamento mais adequado para você: suplementação, medicamentos específicos como bisfosfonatos, denosumabe ou teriparatida, fisioterapia e ajustes no estilo de vida. O importante é começar o quanto antes para proteger seus ossos e manter sua autonomia.
É hora de cuidar da saúde dos seus ossos
Compreender o que causa osteoporose e saber quando a osteoporose é grave ajuda você a tomar decisões mais conscientes sobre sua saúde. Alimentação rica em cálcio, exposição solar segura, exercícios de força e impacto, além do abandono do tabagismo, são pilares fundamentais da prevenção.
Se você se identificou com algum dos sinais ou faz parte dos grupos de risco, não espere: procure avaliação médica e solicite uma densitometria óssea. O diagnóstico precoce e o acompanhamento contínuo fazem toda a diferença na preservação da sua qualidade de vida e autonomia.
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