Pediatra: conheça o especialista que acompanha o desenvolvimento infantil

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A infância é uma fase complexa: requer atenção e um olhar muito mais próximo e aguçado. É uma época da vida em que o desenvolvimento é rápido e é a melhor fase para prevenir doenças por meio de diagnósticos precoces e estilo de vida mais saudável. Também é o momento de avaliar se existem transtornos do desenvolvimento e tratá-los a fim de promover mais qualidade de vida. O pediatra, profissional formado em medicina e especializado em pediatria, é o médico ideal para acompanhar o ser humano até o fim da adolescência ou início da fase adulta.

SUMÁRIO

O clínico da criança

Segundo o pediatra do Grupo NotreDame Intermédica, Carlos Eduardo Jouan Guimarães, os mil primeiros dias de vida do ser humano são fundamentais para uma boa saúde na fase adulta. Neste sentido, nessa fase é fundamental que se trabalhe todos os aspectos da saúde da criança, a fim de tornar o desenvolvimento dela o mais saudável possível para que tenha boa qualidade de vida em todas as fases.

O pediatra é conhecido como um médico generalista, ou seja, sua função é parecida com a de um clínico geral: realiza consultas de rotina, pede exames preventivos, realiza diagnósticos e tratamentos de doenças. Mas, muito além disso, o pediatra é o responsável por todos os aspectos do desenvolvimento infantil – físico e motor – crescimento, comunicação e cognição. “Realizar o acompanhamento periódico da criança, desde a fase neonatal até sua adolescência, fará com que doenças da infância sejam prevenidas para garantir que essa criança seja um adulto saudável”, explica Guimarães.

Em caso de sintomas ou suspeitas de doenças, o ideal é levar a criança ao pediatra, que poderá encaminhar a um especialista caso seja necessário para um tratamento mais eficaz, realizado de forma multidisciplinar. “Os especialistas devem ser acionados em casos específicos, como uma asma moderada ou grave, uma doença do refluxo gastroesofágico grave, ou em patologias raras, que exijam conhecimento mais amplo, para realizar um bom tratamento”, conta Guimarães.

Periodicidade

A primeira consulta com o pediatra deve acontecer assim que o bebê nasce – de 3 a 7 dias após a alta da maternidade. Nessa primeira consulta, o médico realiza uma série de exames físicos para ver se está tudo bem, como medição de tamanho, peso, perímetro cefálico, grau de imunização e desenvolvimento neurológico.

Os seis primeiros meses de vida são os mais intensos: os pais devem levar o bebê para consulta uma vez ao mês. “Quanto mais nova a criança, mais próximas serão as consultas. Esses primeiros meses estão na fase em que ganho de peso, estatura e desenvolvimento neuropsicomotor são mais rápidos”, conta. Depois disso, a periodicidade varia de acordo com a necessidade da criança e com a idade. De modo geral, dos seis meses aos dois anos, as visitas devem acontecer uma vez a cada três meses; já dos dois aos quatro anos, visitas semestrais são suficientes. Se a criança for saudável, como conta o especialista, depois dos cinco anos as visitas poderão ser anuais.

Com que idade é preciso trocar de especialista?

Há controversas quanto à idade máxima para passar com pediatra: alguns dizem até os 16 anos; outros, até os 18. Isso acontece pelo histórico do paciente com o especialista, que traz mais chances de um atendimento eficaz.

“O vínculo criado entre a criança e o pediatra é grande e, com o decorrer do tempo de acompanhamento, o pediatra passa a conhecer seu paciente de forma mais profunda, sabendo quais medicamentos são melhores e os que não trazem respostas terapêuticas. Também entendemos melhor quais sintomas podem indicar uma infecção ou crise de asma com maior frequência. Por causa disso, muitos pediatras acabam por acompanhar seus pacientes, mesmo após a maioridade”, explica Guimarães.

Consultor para os pais

O pediatra ainda funciona como um consultor que ajuda pais com conselhos e orientações sobre uma criação mais saudável, e como lidar com alguns comportamentos de forma mais eficaz. “O pediatra deve sempre orientar os pais sobre hábitos e posturas adequadas para seus filhos. Não acontece a transferência de cuidados e responsabilidade dos pais para o pediatra, mas orientações sobre condutas fazem parte de uma boa consulta pediátrica”.

Mitos sobre a pediatria

Alguns mitos podem ser prejudiciais para o paciente ou trazer cuidados sem eficácia. Guimarães cita alguns mais comuns sobre medicação: “é só dar meia ou 1/4 de ampola do remédio para tratar a criança” e “da cintura para cima se usa amoxicilina; da cintura para baixo, cefalexina”. Mas, assim como qualquer pessoa, é necessário ter uma investigação mais profunda sobre sintomas e histórico do paciente antes de receitar um medicamento. Não existe fórmula pronta para o cuidado com crianças.

Outro mito que o especialista ouve com frequência é “criança é um adulto pequeno”. Mas, por estar em constante crescimento e continuar se desenvolvendo, a criança se diferencia dos adultos no modo de funcionamento e cuidados.

Pediatra na Rede Própria do GNDI

O Grupo NotreDame Intermédica dispõe aos seus beneficiários e, também, beneficiários de outros planos de saúde diferentes profissionais especialistas na saúde da criança, todos altamente capacitados e habilitar em toda a sua Rede Própria. Esse especialista também está disponível na Telemedicina. Confira:

Fonte: Grupo NotreDame Intermédica com colaboração do pediatra, Carlos Eduardo Jouan Guimarães. – acesso em 20/07/2021

Responsável pelo conteúdo:
Luiz Celso Dias Lopes
Diretor Técnico do Grupo NotreDame Intermédica

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