Carências para gestação, parto e nascimento

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Se você está planejando ter filhos, entenda a importância de conhecer as condições dos planos de saúde em relação às carências exigidas para gestação, parto e nascimento. As operadoras de saúde têm algumas restrições entre a contratação do plano e a utilização dos serviços e assistências médicas no que diz respeito a esta situação especialmente.

Confira as possibilidades no artigo abaixo.

gestante deitada com a mão na barriga confere período de carência

SUMÁRIO

Carências

Carência é o intervalo de tempo entre a contratação do plano de saúde e o tempo estipulado pela operadora para acesso a algumas coberturas.

De acordo com a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), as carências para gestação e gravidez podem variar de 180 dias (aproximadamente 6 meses) até, no máximo, 300 (aproximadamente 10 meses) para exames gestacionais e partos (prematuro e a termo).

Veja abaixo as variações possíveis. 

Carências para consultas e exames

As operadoras de saúde podem exigir, no máximo, 180 dias de carência para marcar consultas, exames e internações.

Carências para partos

Nos casos de parto a termo, ou seja, aquele que ocorre a partir de 38ª semana de gestação, a carência costuma ser de 300 dias.

Em casos de partos prematuro, ou seja, até o fim da 37ª semana, a carência máxima exigida por um plano é de 180 dias.

Complicações na gravidez

Para tratar intercorrências na gravidez, as operadoras de saúde podem estabelecer um prazo máximo de 180 dias para tratar a gestante em ambiente hospitalar. São estes alguns casos de intercorrências durante a gestação:

  • Aborto
  • Parto prematuro
  • Gravidez fora do útero
  • Desidratação causada por vômitos incontroláveis
  • Sangramentos ou hemorragias
  • Hipertensão
  • Diabete gestacional
  • Infecção urinária grave
  • Rompimento ou rotura da bolsa amniótica

Intercorrências durante o período de carência

Se qualquer complicação acontecer à gestante antes do cumprimento dos 180 dias de carência e o médico solicitar internação ou indicar cirurgia, a paciente terá que arcar com os custos dos procedimentos, mesmo em casos de urgências ou emergências.

Por que existem carências para partos?

Porque o pré-natal e a cirurgia do parto em si, bem como a internação da mamãe e do bebê nas dependências hospitalares geram custos à operadora. O cumprimento dos prazos estipulados pelas operadoras é aquilo que chamamos de mutualismo: ou seja, quando a receita das mensalidades forma um fundo mútuo para suprir as despesas de outras pessoas que necessitaram de assistência de saúde.

Isso acontece para viabilizar o uso do plano de saúde para todas as pessoas pois, se não houver tal delimitação e todas as pessoas utilizarem os serviços ao mesmo tempo, as operadoras de saúde não terão recursos para arcar todas essas despesas.

Referências

http://fenasaude.org.br/publicacoes/gestante-orientacoes-sobre-a-cobertura-obstetrica-dos-planos-de-saude.html (acessado em 30/04/2019)

Responsável pelo conteúdo:
Luiz Celso Dias Lopes
Diretor Técnico do Grupo NotreDame Intermédica

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