Outubro Rosa: conheça as causas e veja como prevenir o câncer de mama

Saúde e Bem-Estar -

“Uma a cada nove mulheres de um grupo de mulheres que viva até os 75 anos terá câncer de mama”, afirma especialista

O câncer de mama é o segundo tipo de câncer que mais atinge as mulheres. Uma a cada quatro mulheres diagnosticadas com tumor maligno tem esse tipo de câncer, segundo a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC). O diagnóstico precoce torna o tratamento menos invasivo e aumenta as chances de cura. Para conscientizar a população, anualmente são criadas campanhas no Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização e prevenção ao câncer de mama.

Mulher apontando para laço rosa no peito representando a campanha Outubro Rosa

Por que realizar a mamografia uma vez ao ano?

Nos primeiros estágios, o câncer de mama é assintomático e apenas pode ser detectado por meio de exames – a mamografia é o mais assertivo neste sentido. Em um ano, o tumor se desenvolve e pode ser encontrado de forma palpável, mas caso seja um tipo de câncer mais agressivo, o câncer pode se desenvolver de forma muito rápida e tornar o tratamento mais difícil. Caso o diagnóstico do câncer aconteça nos estágios iniciais, as chances de cura são melhores, com tratamentos menos agressivos e que podem ser até sem o uso de medicamentos, como a quimioterapia. 

Embora muitas pessoas acreditem que o ultrassom das mamas ou a ressonância magnética sejam os melhores tipos de exame, o mastologista do Grupo NotreDame Intermédica, Dr. Guilherme Novitta, afirma que a mamografia é a melhor opção. “É o que detecta mais casos de câncer de mama e o que dá menos efeitos colaterais. O ultrassom e a ressonância dão muitos alarmes falsos. Isto gera biópsia e cirurgias desnecessárias que podem até fazer mal para a saúde. A mamografia, em relação ao benefício e aos efeitos colaterais, é disparado o melhor exame”.

Segundo Dr. Novitta, os exames são importantes, principalmente pelo alto índice de câncer de mama em mulheres: “12% nas mulheres, ou seja, uma a cada nove mulheres de um grupo que viva até os 75 anos, terá câncer de mama. Em homens, a incidência é bem mais baixa: a cada 200 casos em mulheres, há um caso em homem”. Por isso, mulheres a partir dos 40 anos - ou aquelas com histórico de câncer de mama na família - devem realizar a mamografia anualmente

Grupo de risco

“Mulheres que têm mais exposição aos hormônios femininos do ciclo menstrual ao longo da vida têm o risco um pouco maior de ter câncer de mama”. Ou seja, quem começou a menstruar mais cedo e entrou na menopausa mais tarde pode ter chances maiores de desenvolver este tipo de câncer. Por outro lado, mulheres que tiveram filhos mais cedo ou que tiveram muitos filhos e amamentaram estão mais protegidas.

Outro fator que facilita o desenvolvimento do tumor maligno é o componente hereditário: “aquelas mulheres que têm um antecedente familiar de câncer de mama ou de ovário têm um risco maior”. Isto é, parentes próximos como mãe, tia ou irmã que tiveram a doença antes dos 40 anos.

Estilo de vida

A adoção de uma alimentação saudável, exercícios físicos moderados e o controle do estresse também contribuem para a diminuição dos riscos. Por outro lado, a obesidade, o uso excessivo de álcool ou fumo e uso de alguns medicamentos podem aumentar as possibilidades de desenvolvimento do câncer de mama. “O uso de pílula anticoncepcional ou de terapia de reposição hormonal da menopausa podem ser feitos desde que você esteja sendo acompanhada por um médico especialista”, indica o mastologista.

Consciência das mamas

A consciência mamária é o primeiro passo para o autoexame. “se você percebeu uma bolinha do tamanho de uma azeitona, tem que procurar um médico. Se percebeu uma mancha, se percebeu uma ferida, alguma coisa, um gânglio na axila, por exemplo, você tem que procurar um médico”.

O especialista conta que é muito comum mulheres entre 20 e 30 anos se assustarem com o autoexame por conta das mamas heterogênicas. “Se tem um caroço que parece um grão de ervilha, geralmente não é nada para se preocupar, pois a mama da mulher jovem é muito heterogênica”. Ele as compara com almofadas: “aos 80 anos, a mama vira aquele travesseiro de espuma lisinha. Mas, aos 20 ou 30 anos, é como aquelas almofadas de retalho”.

Como realizar o autoexame?

O mais indicado é realizar o autoexame após a menstruação, pois todas as alterações do período já terão passado.

  • Fique em frente ao espelho e toque toda a estrutura das mamas e das axilas. Perceba se há nódulos, caroços, irregularidades, deformações ou dores.
  • Observe a aparência da pele: veja se há vermelhidões ou descamação nas mamas ou nos mamilos.
  • Levante e abaixe os braços observando os movimentos das mamas e compare os dois lados: eles se movem de forma parecida? Há simetria nos movimentos?
  • Se perceber qualquer alteração, dor, irregularidade, vermelhidão, caroços, nódulos ou retrações, procure um especialista.

Psicologia e Outubro Rosa

O acolhimento é um dos principais princípios do Grupo NotreDame Intermédica e, no tratamento contra o câncer de mama, isso não é diferente. Segundo a psicóloga do Programa Medicina Preventiva do GNDI, Adriana Dantas Jordão, a equipe de Oncologia traz uma abordagem diferenciada em conjunto com um tratamento adequado.

"A Oncologia do Grupo NotreDame Intermédica oferece aos pacientes carinho, atenção e acolhimento, o que é muito importante. O paciente, quando descobre a doença, sente-se inseguro e fica perdido. Por isso, é muito importante que ele receba esse atendimento diferenciado para que possa ter estímulo ao tratamento”, explica.

A psicóloga explica que o acompanhamento psicológico é priorizado durante o tratamento no GNDI, onde há diversas ações para tornar o processo mais fácil. “A paciente terá musicoterapia, oficina dos lenços – em que ela aprenderá a usar o lenço, por exemplo”, conta.

Laço rosa: e a origem do movimento

Conhecido como o mês de prevenção ao câncer de mama, o Outubro Rosa foi criado em 1990, nos Estados Unidos, após algumas campanhas de incentivo à mamografia e outros exames similares que aconteciam no mês de outubro para promover o diagnóstico precoce da doença.

Durante a primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, a Fundação Susan G. Komen for the Cure distribuiu laços rosas para os participantes – objeto que se tornou símbolo da luta contra o câncer de mama. Foi também por conta do laço que o movimento ganhou o nome de Outubro Rosa. Em 1997, o país inteiro se mobilizou pela causa. Monumentos, prédios, pontes e teatros eram iluminados por luzes cor de rosa para alcançar cada vez mais pessoas.

No Brasil, o movimento foi adotado em 2002, quando o monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista – ou Obelisco do Ibirapuera (São Paulo) – foi iluminado em cor de rosa, em 2 de outubro. A iniciativa foi obra de um grupo de mulheres que simpatizavam com a causa e conseguiram apoio de uma empresa de cosméticos conceituada. Mas, foi só em 2008 que a causa ganhou as proporções atuais no País. Desde então, o Governo do Estado de São Paulo realiza dois mutirões de mamografia no ano: em maio, por conta do Dia Estadual de Prevenção ao Câncer de Mama (terceiro domingo de maio), e no Outubro Rosa.

Entre 2008 e 2009, outros estados do País começaram a se mobilizar pela causa, incentivando campanhas de prevenção e iluminando monumentos na cor rosa. Um dos destaques é o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

Referências

Fonte: Grupo NotreDame Intermédica com informações do Outubro Rosa e colaboração do mastologista Guilherme Novitta e a psicóloga Adriana Dantas Jordão, ambos do GNDI – acesso em 09/10/2020.

Responsável pelo Conteúdo:
Dr. Rodolfo Pires de Albuquerque
CRM: 40.137
Diretor Médico do Grupo NotreDame Intermédica

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