Aids e HIV: veja como se prevenir

Saúde e Bem-Estar -

A cada 15 minutos, uma pessoa se infecta com o HIV no Brasil e o vírus mata sete pessoas por dia só no estado de São Paulo. Os dados da Secretaria de Estado da Saúde, do Ministério da Saúde e do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) reforçam a importância da conscientização e prevenção a esse vírus e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) nas campanhas de Dezembro Vermelho.

Cartão pendurado com um laço vermelho e escrito AIDS e HIV

Diferença entre AIDs e HIV

Ter HIV não é sinônimo de ter Aids: o HIV é o Vírus da Imunodeficiência Humana transmitido sexualmente ou por meio de sangue contaminado; a Aids – ou Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – é a doença causada por este vírus quando ele não é controlado de forma adequada. Ela acontece quando o vírus consegue atacar os linfócitos T-CD4+ do sistema imunológico e alterar o DNA dessas células para fazer cópias de si mesmo. Desta forma, o vírus compromete o sistema imunológico e deixa o organismo sem defesas para combater outras doenças que surgirem. Leia nossa cartilha exclusiva sobre o tema e saiba tudo sobre AIDS.


Transmissão

A transmissão do vírus acontece por meio da relação sexual – vaginal, oral ou anal – sem camisinha com pacientes soropositivos, com o compartilhamento de seringas contaminadas, objetos perfurantes quando não estão esterilizados ou de mãe para filho durante a gravidez ou amamentação caso não haja medida de prevenção. No entanto, se o tratamento for feito corretamente pela gestante, as chances de transmitir o vírus para o bebê caem de 20% para 1%, segundo o Ministério da Saúde.

A contaminação ainda pode ocorrer por transfusão de sangue – por exemplo, quando alguém tem contato direto com sangue de alguém testado como soropositivo. Mas, é importante ressaltar que o processo de doação e transfusão de sangue é seguro: o sangue passa por uma série de testagens e separações para que não haja problema para quem receber. Quem foi testado como soropositivo, no entanto, não deve doar sangue.

Existem alguns tabus e desinformações sobre o HIV, que falam sobre o processo de transmissão de forma errada. Por exemplo, as ações a seguir não transmitem a doença: sexo com camisinha, masturbação a dois, beijo no rosto ou boca, piscina, compartilhamento de talheres, pratos, copos, lençol, roupa, sabonete ou banheiro. Suor e lágrima, aperto de mãos, assento do transporte coletivo, picada de inseto ou o ar também não são meios de transmissão da doença.

Prevenção

Usar camisinha feminina ou masculina durante o ato sexual, fazer o exame de sangue com foco em IST uma vez ao ano a partir da primeira relação sexual – mesmo tendo um parceiro fixo – e o uso de medicamentos como a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) antes do contato com vírus podem ajudar a prevenir a transmissão do HIV.

Além disso, caso haja algum acidente (contato com objetos ou sangue contaminado), relação sexual desprotegida, se a camisinha estourar ou sair durante o ato sexual, em casos de violência sexual, entre outras situações em que exista suspeita de contaminação, é importante ir ao hospital imediatamente para obter receita da Profilaxia Pós-Exposição (PEP) – o famoso coquetel. Ela é uma medida preventiva de urgência que evita a reprodução do vírus HIV antes que ele chegue ao sistema imunológico.

Tratamento

O HIV ainda não tem cura, mas tem tratamento. Com o acompanhamento médico adequado e o consumo controlado de medicamentos antirretrovirais (ARV), é possível minimizar os danos à saúde, impedir a multiplicação do vírus no organismo e evitar o desenvolvimento da Aids. Consequentemente, pode diminuir também o número de internações e infecções de outras doenças. Além disso, o uso adequado do medicamento pode inativar o vírus e impedir a transmissão via sexual ou de mãe para filho.

O tratamento com o auxílio de ARV existe desde a década de 1980. No Brasil, o SUS (Sistema Único de Saúde) distribui o medicamento de forma gratuita para pessoas com HIV desde 1996, e garante todo o tratamento, independentemente da carga viral do paciente, desde 2013.

Dezembro Vermelho

Como uma campanha de conscientização ao HIV e outras ISTs, o Ministério da Saúde criou o Dezembro Vermelho, em decorrência da Lei 13.504 e do Dia Mundial contra a Aids, celebrado no primeiro dia do mês de 1988. A mobilização funciona por meio de diversas ações para incentivar o uso de preservativos e exames anuais.

Referências

Fonte: Grupo NotreDame Intermédica com informações do Ministério da Saúde e Governo de São Paulo – acesso em 25/11/2020.

Responsável pelo Conteúdo:
Dr. Rodolfo Pires de Albuquerque
CRM: 40.137
Diretor Médico do Grupo NotreDame Intermédica

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