Proteja-se contra a caxumba

Vacinação é a melhor forma de prevenir a doença, que tem evolução benigna

Nos quatro primeiros meses do ano, a cidade de São Paulo registrou 274 casos de caxumba, um aumento de 568% na comparação com os 41 registros de 2015. Esse salto é considerado surto. Porém, não há motivo para pânico, pois trata-se de uma doença benigna, que se cura com repouso simples e sem sequelas graves, de acordo com o Dr. Rodolfo Pires de Albuquerque, diretor médico do Grupo NotreDame Intermédica. Confira a entrevista:

Como é classificada a caxumba?

Dr. Rodolfo - A caxumba, também conhecida como parotidite infecciosa, é uma doença viral aguda, de evolução benigna. É caracterizada pelo aumento de uma ou mais glândulas salivares, geralmente a parótida de um só lado, e, às vezes, as glândulas sublinguais ou submandibulares. Eventualmente, pode acometer também os testículos após alguns dias, provocando dor e inchaço, mas é muito raro causar infertilidade.  Há casos em que a doença provoca pancreatite ou meningite, mas é raro, logo regridem.

Como é transmitida a caxumba?

Dr. Rodolfo - A transmissão ocorre por vias aéreas, por meio de gotículas, pelo contato direto com a saliva da pessoa infectada ou através de objetos contaminados. O número de casos tende a aumentar no inverno, quando as doenças respiratórias são mais frequentes e o vírus da caxumba se propaga mais facilmente.

Em qual faixa etária a doença é mais comum?

Dr. Rodolfo - A caxumba pode acometer tanto crianças como adultos, mas é a partir dos 12 anos que as complicações, por menores que sejam, manifestam-se com mais intensidade.

Ao notar um dos sintomas, o que se deve fazer?

Dr. Rodolfo - Deve-se procurar um médico, que avaliará se o quadro é, realmente, de caxumba. Caso seja positivo, recomendará repouso e isolamento (apenas não sair de casa é suficiente, principalmente para não contagiar outras pessoas) e, também, acompanhará a evolução da doença ou a necessidade de administrar algum medicamento quando o paciente apresentar fraqueza, por exemplo. O quadro clínico dura, no máximo, duas semanas.

Como se prevenir?

Dr. Rodolfo - A melhor prevenção é a vacina, ofertada pelo serviço público de saúde: A primeira dose é aplicada após os 12 meses; a segunda dose é feita com tetra viral, dos 15 aos 24 meses e, após os 24 meses, a segunda dose só pode ser feita com a tríplice viral.

E para os adultos?

Dr. Rodolfo - As pessoas com idades entre 20 e 49 anos e que ainda não tenham sido vacinadas devem receber uma dose da vacina tríplice. Porém, quem já foi vacinado com dupla ou tetra viral nessa faixa etária ¿ e se não houver surto da doença ¿ não precisa receber nova dose. Caso a pessoa não saiba se foi vacinada, ou não, na infância, pode fazer exame laboratorial simples para saber se está imunizada ou se precisa tomar a vacina.

 

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