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Equipe GNDI

Aos 18 anos sofri um acidente de moto que resultou em fratura do fêmur e perdi os movimentos do braço direito, foi um momento muito difícil, pois pratiquei esportes a vida toda e tocava trompete, sempre tive uma vida muito ativa e vi minha vida girar 360 graus, foram 4 anos de cirurgias e tratamentos, perdi meu pai, primo e um amigo no mesmo ano, foram tempos difíceis onde não via saída mas são nesses momentos que Deus te carrega e te mostra a força que você tem, tive que reaprender até as coisas mais simples, lutei contra depressão e ansiedade, vi minha autoestima e confiança acabarem. Com o tempo, aprendi a não desistir, dar o meu melhor e sempre carregar amor e esperança no meu coração, momentos difíceis sempre trazem aprendizado o mais importante é continuar a caminhada apesar das dores. Sou grato pela vida e pelo espaço que habito.

Artur Silva Ribeiro / Americana - SP

19/08/2021

A superação, ocorre quando todos nós passamos por algo que de fato impacta as nossas vidas. Hoje superei uma perda muito significativa em minha vida. A minha Mãe aos 52 anos jovem e cheia de vida, a minha motivação em mante sempre a luz nos olhos dela enquanto estava em vida. Foi nunca desistir de viver, um dia após outro como se fosse o ultimo. Assim por mais duro que seja uma perda, isso me motivou ainda mais para manter meus objetivos, e sempre buscar o caminho que ela sempre representou na vida, uma mulher simples e acolhedora. O esporte (Voleibol, natação ,corrida e o hipismo). Hoje também trouxe um caminho que jamais pensava em conseguir, mas foi a abertura que eu precisava para levantar minha auto estima e seguir trilhando meu caminho todos os dias. O sonho sempre mantem, a nossa capacidade de olhar o outra com mais atenção.

LUCIANO CLEMENTE SIBOLDI / São Paulo - Capital

07/07/2021

“Nasci prematuro e perdi a visão nos primeiros dias de vida. Incentivado pelo meu pai, ingressei na natação. Colecionei medalhas nos Jogos Parapan-Americanos e no Mundial da modalidade, mas uma grande conquista foi nos Jogos Paralímpicos do Rio, em 2016, quando fiquei com o bronze nos 400 m nado-livre na classe S11 – a primeira medalha já conquistada pelo Brasil nesta categoria. Assim como todos os atletas, treino diariamente e não tenho limites. Sou casado há seis anos com a Andreia, que conheci na piscina e também é apaixonada pela natação. Foi incrível sentir a torcida da minha esposa na prova que me consagrou. Eu a ouvia gritando e pensava que tinha que recompensá-la por tudo o que passamos juntos. Nadar é o que me move. Quando estou na água, penso que posso ser melhor e posso fazer o meu melhor ali”.

Matheus Rheine / Blumenau - Santa Catarina

05/07/2021

“Queríamos muito ter filhos, mas enfrentei bastante dificuldade para engravidar por ser celíaca. A gravidez foi difícil porque não havia passagem adequada de nutrientes para o feto e a Valentina nasceu prematura de sete meses e meio. Ela ficou internada na UTI neonatal por 30 dias para terminar a formação pulmonar e ganhar peso. Quando nasce um bebê, nasce uma mãe e um pai. Com a Valentina, nossas vidas mudaram completamente. Eu penso sempre no bem-estar dela, em todas as situações. Ela é uma criança super-ativa, que adora brincar em parquinho, correr e andar de bicicleta. Com tudo o que passamos, desde a dificuldade para engravidar até a gestação complicada, a festa de comemoração do seu primeiro aniversário foi um dia especial e simbólico, um motivo de muita alegria”.

Claudia Sampaio / Curitiba - Parana

05/07/2021

“Meu filho Elkier nasceu com hidrocefalia e má-formação óssea da coluna. Tivemos mais dois filhos, Ildyne e Luis Iran, mas meu casamento acabou e fiquei sozinho com as três crianças. Um dia, estávamos passeando e Elkier ergueu um pano para ver o vento balançá-lo. Como ele gostava disso e eu gostava de esportes, comecei a levá-lo em treinos de corrida. O sorriso dele me inspirava. Fizemos nossa primeira corrida de rua em 2013 e vi que o esporte poderia me proporcionar muito mais. No ano seguinte, fizemos duatlo e triatlo. Em 2015, eu queria superar aquela barreira e cumprir as três modalidades com ele. Depois de muitas adaptações e ajuda, deu certo: completamos juntos uma prova de triatlo em 1h 46min 23s. Em outubro de 2020, ele teve infecção urinária e não resistiu. A maior homenagem que posso fazer é continuar no triatlo."

José das Neves / Curitiba - Parana

05/07/2021

“Conheci o Felipe em uma micareta, em Florianópolis (SC). Eu tinha 30 anos e mal sabia que aquele amor de carnaval iria para frente. Poucos meses depois, descobri que meus rins estavam falhando e que eu precisava de um transplante. Com um ano de namoro, veio o pedido de casamento. Porém, meus rins foram falhando mais rapidamente e começamos a testar os familiares para identificar um possível doador, mas todos eram incompatíveis. Felipe pediu para ser testado e, embora eu soubesse que tínhamos o mesmo tipo sanguíneo, não gerei expectativa. Para minha surpresa, ele era compatível. Nos casamos em Florianópolis em dia 15 de novembro de 2013 e, em 3 de dezembro, estávamos lado a lado na mesa de cirurgia. Hoje, após oito anos, moramos em Jundiaí (SP) e estamos em outra fila: da adoção."

Kethyna Janssen / Florianopolis - Santa Catarina

05/07/2021

“Aos 11 anos, iniciei na dança de rua e no jazz, depois ampliei para dança de salão, contemporânea e ginástica rítmica. Em 2014, com 15 anos, eu não suportava mais a pressão das apresentações, então, um amigo sugeriu que eu concorresse à academia do Bolshoi, em Joinville (SC). Passei e me mudei de Londrina (PR) para lá. Os primeiros meses foram difíceis, pois eu não conseguia me sustentar e até passei fome. Sofri uma lesão que me afastou dos treinos por quatro meses, venci a lesão e fui convidado para a companhia de dança de Londrina. Logo após o convite, machuquei-me novamente e meus planos como bailarino se desfizeram. Com o tempo, voltei a me exercitar e descobri a corrida, que fortaleceu meus músculos e fui conseguindo fazer os passos de dança. O diretor da companhia de Londrina me deu uma segunda chance e estou na equipe até hoje.

Wesley Luiz da Silva / Londrina - Paraná

05/07/2021

“Sofri um acidente de carro quando eu tinha um ano e 11 meses de idade. Os médicos disseram que eu não sobreviveria, mas sobrevivi, porém com um acessório a mais: a cadeira de rodas. Sempre fui muito ativa, então ainda na infância o sonho de ser atleta começou a crescer, mas a dedicação à vida acadêmica me impedia de abraçar as oportunidades de ir para o esporte. Quando completei 18 anos, segui o meu sonho. Três semanas depois de tomar essa decisão, um amigo me chamou para ingressar na canoagem, pois o técnico Gelson Moreira queria me conhecer. Costumo dizer que foi amor à primeira remada, tanto pelo esporte quanto pela vista proporcionada pelo Lago Igapó, em Londrina (PR), onde eu treinava”.

Brenda Kelen F. de Almeida / Londrina - Paraná

05/07/2021

“Fiquei cego na adolescência, e encontrei na corrida uma saída para a completa mudança e adaptação de vida. Após dois meses internado, saí do hospital com dificuldade para caminhar. Comecei a fazer natação e o professor percebeu que eu tinha facilidade para pequenas corridas e trotes. Assim, fui treinar com Cássio Henrique Damião, atual técnico de atletismo do Comitê Paralímpico Brasileiro. Durante 11 anos, fiquei entre os maiores atletas do Brasil nas provas de 800 m e 1500 m na categoria T11 (cego total). Hoje, aos 37 anos, participo de corridas de rua junto com o Reinaldo Ronald Hayzzer, que é meu guia, amigo e preparador físico. Anualmente, disputamos a Volta Internacional da Pampulha, com 18 km de distância. Nas corridas de rua, não me preocupo com o tempo, só me preocupo em concluir a prova”.

Anderson Coelho / Belo Horizonte - Minas Gerais

05/07/2021

“Sou modelo e pratico patinação artística como hobby. Amputei a perna direita em 2014, aos 15 anos de idade. Como eu era adolescente, tive problemas de autoestima, além das dificuldades físicas e psicológicas pela perda de um membro. Sempre gostei muito de assistir filmes sobre patinação no gelo e as apresentações das Olimpíadas de Inverno, o que me motivou a ingressar no esporte. A patinação me ajudou muito no processo de recuperação, pois percebi que eu era mais capaz do que imaginava: ganhei equilíbrio, adaptação à prótese, fortalecimento muscular e grande melhora na autoestima."

Fernanda Venancio / Belo Horizonte - Minas Gerais

05/07/2021

“Descobri na dança o significado da vida. Aos nove anos de idade, sofri um acidente que me impediu de andar por um tempo. Aos 15 anos, voltei a andar. Esse dia foi libertador, pois deixei para trás tudo o que eu tinha vivido. Conheci a dança através da capoeira e logo depois fui apresentado ao funk. Percebi que se um chefe de família conseguia se sustentar dançando, e as pessoas o exaltavam como um grande artista, eu também queria fazer o mesmo. Hoje, sou líder do grupo de passinho em Manguinhos (bairro do Rio de Janeiro). Ensino pessoas a dançar porque acredito que a arte é uma ferramenta de transformação. Quando danço me sinto livre, coloco todo o sentimento. Quando tinha um emprego mais convencional, me sentia como leão no cativeiro. Hoje, sou um leão na selva”.

William Severo / Rio de Janeiro - Capital

05/07/2021

“Moro no Rio de Janeiro e, em 2010, quando tinha 29 anos, estava vivendo um período desesperançoso. Nunca fui de comemorar aniversário, mas, naquele ano, decidi fazer algo. Sempre tive medo de altura – e ainda tenho –, mas marquei um voo de asa-delta no bairro de São Conrado para o dia do meu aniversário. Foram oito minutos voando. São oito minutos que não saem da cabeça. Lembro que o instrutor me dizia: “não deixe de correr, mesmo quando a rampa não existir mais”. Tenho certeza de que morri ali e renasci quando me vi sobre aquele cenário, voando sobre aquela paisagem. Por coincidência, um dia antes, comentei com meus amigos que minha próxima namorada seria a última. Naquele ano, conheci a Daniela, minha esposa. Estamos juntos até hoje e temos uma filha de 6 anos, a Laura Beatriz”.

Renato Augusto / Rio de Janeiro - Capital

05/07/2021