Novembro Azul: promoção e prevenção integral à saúde do homem

QualiVida realiza ação de prevenção contra o câncer de próstata para beneficiários

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), um em cada seis homens possui câncer de próstata no Brasil. Com cerca de 14 mil óbitos por ano, a doença é o segundo principal tipo de tumor maligno que mata pessoas do sexo masculino. Para promover a conscientização e a prevenção, foi criado o movimento mundial Novembro Azul e, para celebrar a data pacientes do QualiVida, do Grupo NotreDame Intermédica, tiveram a oportunidade de participar de um bate-papo sobre o tema em evento.

“Não conseguimos evitar o câncer de próstata. A prevenção serve para detectar precocemente e tratar enquanto ainda está nos primeiros estágios”, explica o coordenador oncologista do QualiVida, Francisco Miguel Correa. A doença atinge principalmente pessoas acima dos 50 anos, mas, caso seja genética, pode surgir antes dos 40 anos. 

A próstata é uma glândula que só o homem tem. Fica localizada na frente do reto e abaixo da bexiga urinária. Os sintomas do câncer de próstata variam de acordo com o local onde o tumor está: o homem pode não sentir nada, caso o tumor esteja na borda da próstata, mas, quando está perto da uretra, pode apresentar dores agudas, dificuldade e maior frequência da necessidade de urinar, além de jato urinário mais fraco.
Dificuldades

A doença se desenvolve lentamente – muitos portadores nunca descobrem que têm a doença e morrem de outras causas; em outros casos, pode avançar para estágios de metástase. Por isso, é muito importante realizar exames para detectá-la. O paciente deve fazer o PSA (antígeno prostático específico), que mostra a quantidade de hormônio produzido pela próstata; e o toque retal, exame que ainda é um tabu para muitos homens.

“Não é o toque que vai mudar a orientação sexual de alguém”, desmistifica o especialista. “A prevenção é a melhor decisão que a gente pode adotar”, conta Enezio José dos Santos, motorista de caminhão que se curou do câncer de próstata após a retirada da glândula e a realização de sessões de radioterapia.

Para a psicóloga Gisele Mendes de Carvalho, do QualiVida, a sexualidade é um dos fatores mais afetados durante todo o câncer. Isto porque, em alguns casos, o tratamento envolve a retirada dos testículos ou uso de medicamentos para bloquear a produção de testosterona, o hormônio que alimenta o câncer. “O sexo é muito mais do que a penetração: é tudo o que vem antes e o que estimula é entender, tentar, conversar e criar um ambiente especial”.

A relação com a família e com outras pessoas também pode mudar. “Muitos têm o medo de dar trabalho para a família”, explica Maria Irany, assistente social do Grupo NotreDame Intermédica. Isto é confirmado por Enezio José dos Santos, que quase se divorciou da esposa quando descobriu o câncer por achar que seria um fardo. 
Direitos e deveres

Para auxiliar no tratamento oncológico, o paciente tem alguns direitos como sacar o FGTS ou o PIS assim que descobre a doença, dispensa de rodízio de automóveis, isenção de imposto na compra de carros e muito mais. No entanto, com os direitos também vem os deveres e “aderir a todos os tratamentos é o principal deles”, diz Maria.
Alimentação

Durante o tratamento oncológico, os pacientes perdem cerca de 10% da massa magra. Por isso, segundo a nutricionista Bruna Boromelo Brito, é preciso adotar uma alimentação equilibrada, rica em vegetais e proteínas. No entanto, não há a necessidade de cortar o açúcar se o paciente não for diabético. “O que diz se o alimento é saudável ou não é a quantidade que a gente consome”, explica. Além disso, a especialista indica exercícios físicos e bastante água.

 

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