Depressão na gestação ou após o parto é possível?

Quadro de depressão durante a gravidez ou após o nascimento do bebê deve ser tratado com especialista

A gravidez é um período muito especial da vida de uma mulher em que sentimentos, muitas vezes contraditórios, podem aflorar. Mesmo em uma gravidez planejada e desejada em que os futuros mãe e pai estão felizes, a gestante pode experimentar o medo e a insegurança - Será que serei uma boa mãe? - e ter dificuldades em lidar com as transformações hormonais e físicas de seu corpo. Questões como essas foram abordadas em 4 de maio, em todas as Unidades de Medicina Preventiva - QualiVida do Grupo NotreDame Intermédica, na Oficina de Saúde "Mamãe a postos: transtornos emocionais que podem acontecer durante a gestação e após o nascimento do bebê".

Para uma plateia constituída por beneficiários, corretores e público em geral, a psicóloga Karin Valéria da Silva falou sobre a importância de as mulheres estarem atentas a sinais e sintomas que podem indicar uma depressão durante a gestação ou até após o nascimento do bebê. “De acordo com estudos, a depressão atinge entre 10% e 20% das gestantes”, afirmou. No final, dúvidas da plateia foram esclarecidas pela especialista e, também, pela Dra. Daniela Franco Leanza, coordenadora do Programa de Gestão Segura do Grupo NotreDame Intermédica, também presente no evento.

 

Fatores de risco

Entre os fatores que aumentam o risco de uma depressão durante a gestão ou após o parto estão: histórico anterior de depressão, problemas conjugais, dificuldades financeiras e predisposição genética. Apresentar momentos de tristeza ou ansiedade, principalmente, próximo ao nascimento do bebê, é normal. Da mesma forma, cerca de 60% a 80% das mulheres apresentam alterações de humor no primeiro dia após o nascimento do bebê, característica que se mantém durante 10 a 15 dias. "São sintomas parecidos com os da depressão, mas que desaparecem. Em casos de depressão durante ou após o parto, os sintomas se estendem e se intensificam, incapacitando a mulher de cuidar de si e do bebê. Portanto, é uma doença que precisa ser diagnosticada e tratada", ressaltou.

 

Como tratar a depressão na gestante

O tratamento da depressão durante a gestação e após o parto deve ser realizado por especialista - psiquiatra e/ou psicólogo - e pode envolver, além de medicação, sessões de psicoterapia. Nesse aspecto, a grande dúvida das futuras mamães está relacionada a possíveis malefícios causados pelos antidepressivos ao bebê e, no caso da depressão pós-parto, interferências na amamentação.

Dra. Daniela explica que há medicamentos seguros para a gestante e o bebê. "É muito importante que a gestante e as pessoas da família, assim como o médico obstetra, estejam atentos aos sinais de uma possível depressão. O tratamento é fundamental para garantir o bem-estar e a segurança da mulher e do bebê", disse.

 

Aguardamos você na próxima

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A opinião de quem participou da Oficina

"Estou grávida de sete meses do segundo filho, após 12 anos do nascimento do primeiro. Com um intervalo tão grande, estou sentindo a mesma insegurança de uma mãe de primeira viagem. Fico preocupada se vou cuidar direito do bebê e se a amamentação dará certo. Por isso, gostei muito da palestra. Os temas foram esclarecedores e saio daqui com menos dúvidas e mais tranquila."

Daniela Reis Miranda de Andrade, beneficiária

 

"Achei o tema muito interessante. Tenho um filho de 4 anos e me identifiquei com as questões relacionadas às mudanças no corpo. Trabalho em uma corretora especializada em planos de saúde e acredito que as informações fornecidas na palestra podem ajudar em meu dia a dia com os Clientes."

Jéssica Santos, assistente da Venerando & Coellho Corretora de Seguros

 

"Fiquei interessada no tema porque trabalho como personal trainer e tenho gestantes entre minhas alunas. Entender o que se passa com a mulher durante a gestação é importante para meu relacionamento com as futuras mamães. Gostei muito da palestra."

Simone Correa, beneficiária

 

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