Requisitos para a doação de órgãos?

1. Quais são os requisitos para a doação de órgãos?

Para a doação de órgãos, é necessário, primeiramente, comunicar a família. Em caso de óbito, somente a família pode autorizar a doação. Além disso, o doador precisa estar identificado no hospital e a causa do coma deve ser conhecida. O doador não pode apresentar hipotermia (diminuição excessiva da temperatura do corpo) ou hipotensão arterial (pressão baixa) e deve passar por exames neurológicos para ter a morte cerebral comprovada.

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2. O que é a morte cerebral?

O diagnóstico de morte cerebral (ou encefálica) significa que todas as funções do cérebro pararam de forma irreversível. Para ter certeza disso, o médico faz diversos exames, que podem ser repetidos com intervalo de algumas horas, para confirmar que o cérebro não responde mais a qualquer sinal, que a circulação sanguínea parou e que a pessoa não é mais capaz de respirar sem a ajuda de aparelhos.

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3. Quem não pode fazer uma doação de órgãos?

Pessoas que morreram por doenças infecciosas ativas incuráveis ou por um câncer generalizado, ou pessoas que tiveram doenças que comprometeram os órgãos não podem fazer uma doação de órgãos após a morte. Assim como pessoas não identificadas ou menores de 21 anos sem a autorização dos responsáveis.

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4. Quais órgãos são aproveitados no caso de uma doação de órgãos após a morte?

Se for morte cerebral, podem ser doados o coração, os pulmões, o fígado, o pâncreas, o intestino, os rins, a córnea, os vasos, a pele, os ossos e os tendões. Se a causa da morte foi uma parada cardiorrespiratória, podem ser doados apenas a córnea, os vasos, a pele, os ossos e os tendões.

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É possível fazer uma doação de órgãos em vida?

A doação de órgãos também pode ser feita em vida. São doadas partes de rins, fígado, pulmão ou medula óssea. Para isso, o doador deve fazer vários exames para confirmar que ele está em boas condições de saúde e deve ser um parente de até quarto grau ou cônjuge do receptor. Caso não seja parente, deve haver uma autorização judicial para que a doação possa ser feita.

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5. O que acontece depois que a doação de órgãos é autorizada?

Caso a doação de órgãos seja autorizada pela família, o hospital entrará em contato com Central de Transplantes. Após pedir a confirmação por morte cerebral, a Central fará testes de compatibilidade entre o doador e potenciais receptores, fará a retirada dos órgãos, e, por fim, o transplante.

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6. E se a pessoa morrer em casa e a família desejar doar os órgãos?

A família deve providenciar a declaração de óbito o mais rápido possível e informar a intenção de doar os órgãos para a Central Estadual de Transplantes. Nesse caso, apenas as córneas podem ser doadas em um prazo de até seis horas depois da morte por parada circulatória.

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7. Quem recebe os órgãos doados?

Os órgãos são destinados a pacientes que precisam de transplantes e estão na lista de potenciais receptores. Esta lista segue critérios específicos para a distribuição dos órgãos. Antes que o transplante seja feito, são realizados exames laboratoriais para checar a compatibilidade entre doador e receptor.

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8. O corpo do doador é recomposto depois da doação de órgãos?

A retirada de órgãos para a doação após a morte é como qualquer outra cirurgia. Depois que o procedimento é feito, o corpo é reconstituído com próteses e pode ser velado normalmente.

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9. O que é doação de tecidos?

Tecidos como ossos, pele, córneas, cartilagens, músculos e tendões também podem ser doados. Assim como na doação de órgãos, a doação de tecidos também é autorizada pela família após a morte. E, após a retirada dos tecidos, os membros são reconstituídos e o corpo não apresenta qualquer deformidade.

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10. Quem pode ser um doador de tecidos?

Podem doar tecidos pacientes com morte cerebral ou com o coração parado e alguém que teve morte súbita com causa conhecida que não seja um impeditivo. No caso de doação de cabeça de fêmur, o doador também pode estar vivo, desde que ele vá passar por uma cirurgia de artroplastia de quadril (substituição do quadril por uma prótese) e tenha escolhido doar a cabeça do fêmur. E, claro, não possua qualquer impeditivo para que a doação seja realizada.

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