Qual a relação do HPV com o câncer de colo de útero?

1. O que é HPV e qual a sua relação com o câncer de colo de útero?

O Papiloma Vírus Humano (HPV) é transmitido, na maioria das vezes, por relações sexuais e é capaz de infectar pele ou mucosas. Geralmente, quem é contaminado consegue eliminar o vírus espontaneamente. Mas, em um pequeno número de casos, a infecção pode persistir e causar lesões que, se não forem identificadas e tratadas, podem originar um câncer de colo de útero.

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2. O que é o câncer de colo de útero?

O tumor do câncer de colo de útero, também chamado de câncer cervical, se desenvolve a partir de alterações na região localizada no fundo da vagina. Essas lesões, chamadas de neoplasia intraeptelial cervical (NIC), são células normais que geralmente levam anos para se tornarem tumores. 

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3. Quais são os sinais do câncer de colo de útero?

As lesões pré-câncer e os tumores em fase inicial geralmente não têm sintomas. Mas, quando a doença se torna invasiva e atinge tecidos próximos, a mulher pode ter sangramentos vaginais anormais, menstruação mais longa que o normal, sangramento após a menopausa e sangramento ou dor durante a relação sexual. Mas, algumas infecções também podem causar esses sintomas. Por isso, é preciso procurar um clínico geral para confirmar o diagnóstico. Se for o caso, ele indicará um especialista.

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4. Quais tipos de HPV podem causar câncer de colo de útero?

Existem mais de 100 tipos diferentes de HPV. Desses, pelo menos 15 tipos são considerados oncogênitos, isto é, têm um risco maior de provocar lesões precursoras do câncer de colo de útero. Entre eles, os tipos 16 e 18 estão associados a 70% dos casos de câncer de colo de útero, sendo que o HPV-16 é o mais frequente.

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5. Existem outros fatores de risco para o câncer de colo de útero?

Além da infecção por HPV, fatores como imunidade, herança genética e comportamento sexual podem influenciar o desenvolvimento das lesões precursoras do câncer de colo de útero. Também são considerados fatores de risco o tabagismo, o início precoce da vida sexual e número de parceiros sexuais e gestações, bem como o uso de pílulas anticoncepcionais.

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6. Quais as formas de se prevenir do câncer de colo de útero?

A vacinação contra o HPV antes do início da vida sexual é uma das opções. Mulheres que já iniciaram a atividade sexual também podem vacinadas, desde que exista orientação médica para isso. Outra forma de prevenir é o exame de Papanicolau, que ajuda a encontrar lesões precursoras do câncer de colo de útero. Ele deve ser feito uma vez ao ano.

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7. Quais são os sinais da infecção de HPV?

O HPV genital geralmente não apresenta sinais. A não ser o tipo que causa verrugas genitais, que podem aparecer depois de semanas ou meses após o contágio. Essas verrugas são, na maioria das vezes, pequenas protuberâncias na região genital, parecidas com uma couve-flor, e raramente se transformam em câncer. Também podem ser sinais de infecção por HPV as lesões pré-câncer identificadas no exame do Papanicolau.

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8. Quais são as opções de tratamento da infecção por HPV?

O tratamento do HPV depende da extensão, número e localização da infecção das lesões. As opções de tratamento são técnicas como eletrocauterização, uso de ácido tricloroacético (ATA) e medicamentos que melhoram o sistema de defesa do organismo. Além disso, manter a boa higiene no local, tratar as infecções associadas ao vírus e parar de fumar também são cuidados necessários.

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9. Apenas mulheres podem ter HPV?

Homens também podem ser contaminados por HPV se tiverem relações sexuais sem proteção com uma pessoa infectada. Assim como nas mulheres, a infeção por HPV geralmente não apresenta sinais nos homens. Entretanto, verrugas no pênis podem ser um sinal da doença. As lesões causadas pelo vírus podem desencadear câncer de pênis e de ânus nos homens. As formas de prevenção são a vacinação e o uso de preservativos.

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10. O HPV pode causar outras doenças além do câncer de colo de útero?

A papilomatose respiratória recorrente (PRR) também é causada pelo HPV (pelos tipos 6 e 11). Essa complicação provoca o crescimento de verrugas nas vias aéreas, que podem causar rouquidão ou dificuldade para respirar. Sua transmissão é rara, mas o bebê pode ser contaminado na hora do parto se a mãe for portadora de HPV.

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