Microcefalia

1. O que é a microcefalia?

É uma malformação congênita - ou seja, presente desde a formação no útero e que acompanhará a pessoa por toda a vida -, em que o cérebro não se desenvolve como deveria. Bebês que nascem com essa condição neurológica têm o tamanho do crânio menor do que o normal. O perímetro, nesse caso, é menor que 31,9 cm para meninos e do que 31,5cm para meninas, segundo recomendação da OMS.

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2. A microcefalia é uma coisa nova?

A microcefalia não é uma condição nova. Mas ela foi amplamente divulgada no Brasil a partir de desde agosto de 2015, quando houve um aumento inesperado no nascimento de bebês com microcefalia no país. Quase um ano depois, em julho de 2016, foram confirmados 1.749 casos, além de 3.062 casos suspeitos, segundo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde.

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3. O que causa a microcefalia?

A microcefalia pode ter várias causas e origens, como substâncias químicas, agentes biológicos, radiação, bactérias e vírus. No surto de casos recente, as mães das crianças com microcefalia afirmaram que tiveram os sintomas da doença causada pelo vírus Zika no primeiro trimestre de gestação. A relação entre víruz Zika e microcefalia foi comprovada cientificamente e confirmada pelo Ministério da Saúde. 

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4. Como gestantes podem prevenir que o bebê tenha microcefalia?

A orientação atual do Ministério da Saúde é que mulheres grávidas tomem medidas para evitar o contato com o aedes aegypti, o mosquito que pode transmitir o vírus Zika: usar repelentes indicados para o período de gestação, usar meias e roupas compridas, ficar em locais com telas de proteção e evitar o acúmulo de água parada. Também é importante que façam todos os exames pré-natais e consultem o médico antes de viajar.

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5. Há risco quando o parceiro da gestante foi infectado pelo vírus Zika?

Existem evidências de que o Zika pode ser transmitido sexualmente. Portanto, para mulheres grávidas cujos parceiros têm ou estão sob suspeita de infecção pelo víus Zika, a recomendação é usar preservativos de maneira correta e constante para prevenir infecção ou abster-se de sexo durante a gravidez.

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6. Quais são os sintomas de Zika?

As pessoas infectadas pelo vírus Zika podem não ter sintomas. Em outros casos, podem ter dor de cabeça, febre, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos. No aparecimento destes sintomas, busque um serviço de saúde para atendimento. Não tome medicamento algum por conta própria.

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7. A microcefalia pode ser diagnosticada durante a gravidez?

Sim, a microcefalia pode ser detectada da 18ª a 20ª semana de gestação por meio de ultrassom. Entretanto, a precisão deste exame depende de vários fatores, como a posição do feto no útero e a gravidade da microcefalia. Ela é mais facilmente diagnosticada no final do segundo trimestre ou no início do terceiro trimestre da gravidez.

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8. Como é feito o diagnóstico da microcefalia após o nascimento do bebê?

Ao nascer, os bebês com suspeita de microcefalia devem ser submetidos a exame físico e medição do perímetro cefálico em até 24 horas após o parto. Eles ainda serão submetidos a exames neurológicos e de imagem, indicados pelo médico que acompanha a mãe.

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9. Como a microcefalia afeta a criança?

O tipo e a gravidade das sequelas em pessoas afetadas pela microcefalia varia de caso a caso, mas muitas vezes persistem ao longo da vida. Em 90% dos casos, a criança apresenta déficit intelectual, ou seja, menor capacidade de aprender e de funcionar na vida diária. Ao longo da vida, elas também podem ter:

  • Convulsões;
  • Atraso no desenvolvimento, como demora para aprender a sentar, ficar de pé e caminhar;
  • Problemas de fala;
  • Problemas com movimento e equilíbrio;
  • Problemas de alimentação, como dificuldade em engolir;
  • Perda de audição;
  • Problemas de visão.

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10. Existe tratamento para a microcefalia?

Portadores de microcefalia precisam receber acompanhamento médico regular para monitorar seu desenvolvimento. Embora não exista um tratamento específico para a microcefalia, existem tratamentos que podem ser realizados desde os primeiros anos que melhoram a qualidade de vida da criança. A estimulação precoce ajuda no crescimento físico e no desenvolvimento neurológico, comportamental, cognitivo, social e afetivo.

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